Cidades
Elei��o na Adefal segue indefinida
Permanece o impasse para escolha da presidência da Associação dos Deficientes Físicos de Alagoas (Adefal) até que haja uma definição por parte do Tribunal de Justiça (TJ) de Alagoas. A eleição marcada para ontem foi suspensa mais uma vez, por determinação do desembargador Klever Rêgo Loureiro. Ele alegou que precisava de mais tempo para analisar o processo. Por causa da indefinição, um grupo de usuários liderado por integrantes da chapa que luta pela reeleição fez um protesto no Farol e no centro de Maceió. Em nota, o desembargador informou que não teve como analisar o conteúdo das alegações apresentadas na ação proposta pelo candidato Pedro José de Lima Neto, e, por esse motivo, resolveu interromper o pleito eleitoral. Para ele, a matéria exige uma análise profunda, e de um dia para o outro não teria como fazê-la. Loureiro informou que recebeu os autos um dia antes da eleição. A medida tomada pelo TJ, em caráter liminar, surpreendeu os usuários, a comissão e os membros das chapas concorrentes. Uma parte decidiu organizar um ato para cobrar a definição do quadro, que só pode acontecer se a eleição for realizada. O grupo iniciou a manifestação na própria sede da entidade, no bairro do Farol, e depois se concentrou no trecho da Avenida Fernandes Lima, nas imediações do Cepa. De lá, os usuários seguiram para a Praça Deodoro e protestaram em frente ao prédio do TJ. Rubislan da Costa é associada da Adefal há anos, disse defender o direito de votar e criticou a decisão judicial que suspendia o processo. ?Se hoje a democracia é desejada por tantos, por que não estão respeitando o direito dos deficientes? Há meses estamos tentando eleger o presidente da Adefal e não estamos conseguindo pelo impedimento da Justiça?, lamentou. A usuária Rosiana Alves afirmou que a indefinição gera um cenário de incerteza e fragilidade para a instituição. ?Estão impedindo a gente de lutar pelo que é nosso. Querem fazer da Adefal uma urna para futuras eleições e não aceitamos isso. A Adefal é coração e os usuários precisam de tratamento. Se fosse numa democracia, jogando limpo, o processo já tinha acabado?, comenta. O protesto foi pacífico e não atrapalhou o trânsito na principal avenida da capital. O grupo exibiu cartazes com mensagens de cobrança para a realização da eleição. Militares do Centro de Gerenciamento de Crises ajudaram a marcar um encontro de representantes dos manifestantes com o desembargador Klever Loureiro, que aconteceu no fim da manhã. Na reunião, o desembargador esclareceu as razões da decisão e informou que aguarda a manifestação da atual diretoria nos autos para a continuidade normal do processo.