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ENTRE A OCIOSIDADE E A SOBRECARGA

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O presidente da entidade diz temer que a construção de hospitais anunciada pelo governo do Estado fique pelo meio do caminho, sem a conclusão. ?A gente teme que comece e não termine. As unidades em Alagoas não conseguem atender à demanda que cresce a cada dia. No caso dos leitos eletivos, eles não existem e as pessoas vão continuar precisando de hospitais. Hoje, na rede SUS, está muito difícil conseguir um internamento eletivo?, acrescenta. Na avaliação do presidente do Cremal, para agravar a situação, ainda existem leitos ociosos na capital. ?Tem o Helvio Auto que está com uma reforma que não termina nunca e tem 40 leitos lá que estão ociosos. Há uma rede no interior que também está sendo subutilizada. Alguns hospitais continuam ociosos. Muitas vezes, o melhor é a reativação da rede construída. Investir nas unidades que existem?. Fernando Pedrosa cita que, sem leitos disponíveis para o acolhimento de casos específicos, o Hospital Geral acaba sobrecarregado. ?A gente acaba vendo que muitos pacientes que deveriam estar no Helvio Auto tratando da tuberculose e meningite, por exemplo, vão para o HGE porque não têm mais leitos. O HGE é porta aberta, recebe todo mundo que acaba ficando no corredor?. Mas o presidente do Conselho de Medicina atribui ao governo federal grande parte da culpa pelo abandono da saúde pública. ?O carro-chefe é o governo federal que deveria puxar para si e até mesmo cobrar dos estados e municípios a melhor aplicação dos recursos. Tem uma coisa que está muito errada que é essa distribuição de recursos. Existe carência real de leitos em Alagoas?. Fernando Pedrosa acrescenta que há informações que dão conta sobre o fechamento de hospitais privados no Estado por causa da dificuldade financeira de manter os serviços.

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