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Gestores ignoram evento t�cnico

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A forte chuva do fim de maio que deixou vítimas fatais motivou evento realizado ontem, 19, em Maceió. O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Alagoas (Crea/AL) trouxe o palestrante Luiz Edmundo Prado, engenheiro civil e professor da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Entretanto, embora a diretoria do Crea tenha enviado convite aos órgãos ligados às prefeituras dos municípios atingidos pelas enchentes recentes, a participação dos gestores municipais e seus técnicos foi praticamente nula. Apenas um prefeito participou do evento promovido pelo conselho, que foi encerrado com visitas às áreas de encostas, em Maceió. ?Lamentamos também a ausência de vereadores, deputados federais, estaduais e senadores, que convidamos para discutirmos como obtermos recursos para as obras necessárias?, declarou o engenheiro Fernando Dacal, presidente do Crea. Para ele, como um renomado especialista, o professor doutor Luiz Edmundo Prado é uma excelente fonte de informação e orientação sobre um problema que atinge milhares de famílias. O propósito, explicou Dacal, é contribuir com informações técnicas, com embasamento, para evitar novos desastres. ?Uma das prerrogativas do Crea é a defesa da sociedade?, disse ele. Durante a palestra ?Instabilidade nas Encostas ? Prevenção e Intervenções?, o professor Luiz Edmundo comparou Maceió a Salvador, capital que conhece bem, e traçou situações que elevam os riscos de quem mora nessas cidades, especialmente quando as chuvas fortes aparecem. ?O que seria ideal é que se identificasse áreas de risco e se evitasse construir nessas áreas. Falta planejamento no País para lidar com esse problema. A população é a vítima, não é a responsável?, declarou. Questionado se o poder público tem feito sua parte para evitar o aumento dessa ocupação nas áreas de risco e consequentes tragédias, na opinião do professor, o problema é grave e tem aparecido poucos resultados. ?Esse é um problema de muito tempo, não é atual. O que parece é que o tipo de investimento, por maior que seja, ainda é pouco. A população cresce de uma forma desordenada, rapidamente, e o poder público não tem condições de acompanhar esse crescimento. Parece que nunca acaba?, afirmou o professor.

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