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Especialista alerta para riscos com fogos

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Para evitar que seus filhos sofram queimaduras graves por causa do manuseio inadequado de fogos de artifício, os pais ou responsáveis devem manter a vigilância durante o período junino, principalmente nos locais onde há concentração de pessoas soltando bombas, foguetes e nas proximidades de fogueiras, muito comuns nesta época do ano. ?Fogos de procedência duvidosa podem estourar antes do tempo nas mãos de uma criança e fogueiras mal construídas também podem desabar sobre qualquer pessoa?, alerta o cirurgião plástico Cristian Cavalcante, do Hospital Geral do Estado (HGE). O aviso do médico se justifica pelo iminente risco de acidentes a que estão expostas milhares de crianças em bairros nobre e periféricos da capital e do interior. ?O ideal é que crianças muito pequenas sequer manuseassem fogos de artifício?, explica o cirurgião. Se forem manusear, devem fazê-lo sob observação rigorosa e atenta dos pais ou responsáveis, aconselha Cristian Cavalcante, que já fez inúmeras cirurgias reparadoras de pele, muitas das quais em crianças que tiveram mãos e pés queimados ao soltar fogos em geral. O autônomo Wellington Amorim, que acompanhava o filho Carlos Henrique Pedrosa, de 11 anos, durante compras de fogos de artifício numa das barracas montadas em trecho da Praia da Avenida, no centro de Maceió, disse não descuidar da segurança de seu herdeiro. ?Não vai levar nada que não seja apropriado à idade dele. Aliás, faz pouco tempo que liberamos o manuseio de fogos. Mesmo assim, estaremos vigilantes?, garantiu. ?A mãe liberou R$ 100,00 para as compras de fogos?, completou. A presença de crianças como Carlos Henrique diante desse tipo de comércio talvez explique por que razão os comerciantes estão animados com as vendas, que, na avaliação deles, tendem a crescer mais na véspera de São João, dia 23 (próxima sexta-feira). ?Observei o caderninho do movimento do ano passado e percebi o crescimento de 20% nas vendas, mesmo com o acréscimo no preço da chuvinha, do estalo bebé e do traque?, comentou Elânia Aguiar, cuja família, egressa de Murici, revende artefatos juninos há 70 anos.

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