Cidades
Agentes comunit�rios paralisam as atividades
Agentes comunitários de Saúde e de Combate às Endemias cruzaram os braços, durante o dia de ontem, em protesto contra o congelamento do piso salarial nacional, que não sofre reajuste desde 2014, ano em que foi criado. Os profissionais iniciaram o dia realizando uma assembleia geral para tratar do assunto e em seguida caminharam entre as principais ruas do Centro. Só em Alagoas, são oito mil agentes que permanecem com o mesmo salário, no valor de R$ 1.014, há três anos. As mobilizações aconteceram nos municípios de Atalaia, Olho d?Água das Flores, Coruripe e Maceió. A mobilização aconteceu nacionalmente atendendo ao chamado da Federação Nacional de Agentes de Saúde e de Combate às Endemias (Fenasce), que decidiu escolher o dia de ontem para deflagrar a paralisação, após reunião que aconteceu no mês passado, no estado de São Paulo. ?Saímos em caminhada para demonstrar a insatisfação da categoria diante da negativa de se ter um acordo. O ministro da Saúde, Ricardo Barros, nos recebeu no dia 8 de março, após uma manifestação em Brasília, e assumiu um compromisso de estabelecer uma mesa de negociação. Mas não honrou com o compromisso e as negociações estão travadas?, disse o presidente da Fenasce, Fernando Cândido. Conforme ele, em 2014, o piso correspondia a um salário mínimo mais 40%. Atualmente, é um salário mínimo mais 0,8%. ?Perdemos com a inflação em torno de 32%. E o governo federal continua se negando a negociar. A situação tem gerado um reflexo negativo e atingido não só a categoria, como também seus familiares e as políticas públicas?, afirmou. ?Conseguimos instituir um piso salarial, mas ele está congelado. Como se não bastasse, a Prefeitura de Maceió anunciou reajuste zero no salário. Nenhuma outra categoria sobreviveria diante da situação?, expõe, ressaltando que a ação de ontem não está ligada à greve dos servidores municipais, marcada para esta quinta-feira. Ontem, a Comissão Especial da Câmara dos Deputados que analisa a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 22/11, que fixa regras para a remuneração das categorias, realizou sua primeira audiência pública.