Cidades
Vendedores de milho comemoram
Com a proximidade do São João, a expectativa dos vendedores de milho é de otimismo. Eles esperam que as vendas aumentem ainda mais, hoje e amanhã, e que as pessoas que deixaram para a última hora a compra do principal ingrediente das comidas típicas postas à mesa durante os festejos apareçam. De acordo com o comerciante Gilvan Gomes Lima ? que trabalha há 18 anos na Praça da Faculdade, no bairro do Prado, durante a época junina ?, a expectativa é de que estes dias sejam iguais ou melhores do que o Dia de Santo Antônio, comemorado no último dia 12. ?A venda este ano está bem melhor que a do ano passado. Eu estou vendendo, em média, de 100 a 150 mãos de milho por dia. E quando a gente não consegue vender tudo, sobra pouca coisa?, comemorou. Segundo ele, que se instalou na Praça no último dia 15 de maio, onde fica até o final deste mês, as vendas começaram tímidas, mas se aqueceram ao decorrer dos dias. ?O milho está mais caro, e o pessoal termina se assustando. Mas, é milho daqui do Estado. Antes, a gente buscava em Pernambuco, mas estes aqui são nossos. Mesmo assim, a gente vende porque as pessoas vêm comprar milho para fazer as comidas típicas?, enfatizou o comerciante. Conforme Gilvan, uma mão de milho, que equivale a 50 espigas, custa entre R$ 30 e R$ 40 ? a depender da qualidade do milho. Além do cereal com a casca, os comerciantes oferecem o produto ?despalhado? para atrair a atenção da clientela. O produto está sendo comercializado, por cada espiga, a R$ 1. Na tenda do casal Zé do Coco e Fátima, a mão do milho fica entre R$30 e R$ 35. ?A gente chegou a vender a R$ 50 a mão, mas estava muito caro, porque no ano passado, estava por R$ 25?, destacou Zé do Coco, que também está otimista em relação ao aumento das vendas. Para o comerciante, a festa junina deste ano está sendo marcada pela venda fracionada do milho. ?Dificilmente, alguém compra a mão. Sai mais a metade da quantidade. Tem gente que pede dez espigas. Mas, o importante é vender. Porque é quando a gente fatura um pouco mais?, afirmou.