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Crian�as adoecem em abrigos

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O confinamento em abrigos é motivo de preocupação para as autoridades de saúde de Alagoas que acreditam ser esses ambientes propícios à transmissão de certas doenças. Longe de casa e quase um mês após as fortes chuvas, muitos alagoanos adoeceram, boa parte crianças. Quadros como gripe e febre podem não ser inofensivos para todo mundo. É preciso fazer acompanhamento das famílias desabrigadas. A Escola Municipal Governador Luiz Cavalcante é um dos seis abrigos em Marechal Deodoro, uma das cidades mais afetadas pelas enchentes do fim de maio. Nesse município, continuam desabrigadas 52 famílias, quase 200 pessoas que deixaram suas casas e atualmente estão em unidades de ensino. Em toda Alagoas, de acordo com a Defesa Civil Estadual, continuam desabrigadas 998 pessoas. A chuva derrubou o barraco de Ana Lúcia Demésio da Silva no bairro Poeira e há oito dias ela está no abrigo com um neto, o menino Cauã, de 2 anos. ?Temos alimento na hora certa e água também, mas muitas crianças estão gripadas. Algumas já estavam quando começou a chover e agora piorou. Perdemos tudo. Já viemos de outro abrigo para cá e aguardamos com fé em Deus que a gente consiga uma casa?, afirma Ana Lúcia. A superintendente de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado da Saúde, Cristina Rocha, alertou sobre os cuidados nos abrigos após as enchentes. ?É uma questão de condições sanitárias. O confinamento pode propagar doenças infeciosas, doenças de origem alimentar, relacionadas também à falta de higiene e da própria água consumida?, disse Cristina Rocha. A técnica da Sesau afirma que se for encontrado algum desabrigado com febre, deve ser encaminhado para atendimento, porque pode ser um foco de doença infectocontagiosa.

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