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Adolescente de 17 anos � morta a facadas pelo pr�prio irm�o de 14
Um adolescente de 14 anos, identificado pelas iniciais J.V.C.S., matou com seis facadas a própria irmã, Júlia Izabel Chauvin Silva, de 17 anos, no momento em que ela dormia em um dos quartos da residência, situada na Avenida Otacílio de Holanda, nº 62, bairro Village Campestre II, parte alta da cidade. O crime aconteceu na madrugada de ontem e a família acredita que o caso se trata de uma fatalidade, já que o menor agressor sofre de sonambulismo. Ele sumiu após o fato. De acordo com o conselheiro tutelar Henrique Leite, a mãe dos adolescentes, Luciana Chauvin, relatou que, antes da tragédia, os três assistiam a um filme na sala de casa. Júlia, segundo ela, foi dormir mais cedo porque tinha um curso no dia seguinte. ?O filme acabou e a mãe e o filho foram deitar depois que a Júlia tinha ido dormir. Ela disse que acordou momentos depois com os gritos da filha no quarto e correu para o dormitório onde eles dormiam todas as noites. Ela presenciou a cena e viu o filho com a faca na mão e que apresentava não estar em ?si??, disse o conselheiro. No depoimento concedido ao conselheiro tutelar, horas após perder a filha, e no mesmo local onde tudo aconteceu, Luciana frisou por várias vezes que o filho vinha sofrendo de sonambulismo há algum tempo. ?Ela disse que, quando chegou no quarto, começou a bater nele para que ele ?acordasse?. Quando ele acordou e percebeu o que tinha feito, correu para abraçar a irmã e chorou muito?, explicou o conselheiro, ressaltando que a família chegou a acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas a adolescente não resistiu aos ferimentos e morreu no local. Ainda nos relatos, a mãe informou que as crises de sonambulismo que o menor tinha não eram motivo de aparente preocupação. ?Ela disse que, por várias vezes, ele sentava na cama, falava sozinho, andava pela casa. E, no outro dia, quando falava sobre o ocorrido com ele, o menor não se lembrava de nada. O pai, que é separado da mãe, disse que sabia do acontecido apenas pela versão da mãe, mas que também sofreu de sonambulismo ao ponto de andar na rua. Mas o pai chegou a fazer tratamento, e o J.V., não?, afirmou o conselheiro. O profissional expôs, ainda, que a família, composta pela mãe e três filhos ? sendo um bebê de 9 meses ?, é bastante unida. ?Ninguém relatou uma possível má conduta do menino. Conversamos com familiares, conversamos com vizinhos. A informação que temos é que ele ia de casa para a escola e de casa para a igreja, e que não apresentava nenhum histórico de droga ou agressão?, informou Henrique, que irá, na manhã de hoje, na escola do menino para saber se a conduta apresentada pela família condiz com a conduta dele dentro de sala de aula. O crime causou grande comoção e deixou a vizinhança assustada. ?A Iza sempre foi divertida, alegre. Ela era linda e sempre muito querida por todo mundo. A morte dela abalou o bairro inteiro, o pessoal do colégio. Está todo mundo bastante surpreso?, disse o amigo e estudante João Carlos, 22 anos.