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Casos de leptospirose chegam a 76

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O mais recente boletim da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), divulgado ontem, aponta que houve aumento no número de casos notificados de leptospirose em Alagoas. No período entre 30 de maio deste ano até essa terça-feira, foram 76 registros, 19 a mais do que as notificações da semana passada. Os dados são do Centro de Informações Estratégicas e Resposta em Vigilância em Saúde (Cievs/AL), que são atualizados duas vezes por semana. De acordo com o boletim da Sesau, dos 76 casos notificados, 10 evoluíram para óbito. Até o momento, seis casos foram confirmados e quatro estão sob investigação da Sesau. O município de Maceió foi o que mais registrou casos da doença ? foram 34 notificações durante o período. Já Atalaia vem logo em seguida, com 28 casos notificados. De acordo com o boletim da Sesau, cinco pacientes permanecem hospitalizados. Os óbitos, por sua vez, são de pessoas residentes nos municípios de Atalaia, União dos Palmares, Maceió e Messias, com local provável da infecção (LPI) no município do Pilar ? região metropolitana de Maceió ?, conforme análise da secretaria. A maioria das vítimas que morreram em decorrência da leptospirose em Alagoas é do sexo masculino, com a maior parte das pessoas acometidas pela doença tendo mais de 30 anos de idade. A secretaria apresenta as informações disponíveis sobre o registro de casos suspeitos de leptospirose, no pós-enchente (de 30 de maio até 22 de junho), por meio do monitoramento realizado pelo CIEVS, a partir da informação proveniente dos serviços de saúde e da busca ativa. Os casos e mortes estão classificados em ?confirmado? e ?em investigação?. A Sesau decidiu por classificar como ?confirmado? o caso cujo resultado da sorologia foi reagente. Até o momento, considerando o período de 30 de maio a 22 de junho, foram identificados 57 casos suspeitos de leptospirose em residentes dos municípios integrantes do Decreto Governamental de Emergência. Desses 57 casos, 10 (17,5%) evoluíram para óbito. Isso quer dizer que todas as pessoas que morreram em Alagoas com suspeita da doença, no período pós-enchentes, estavam nas áreas afetadas pelo temporal.

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