Cidades
OAB defende que garoto se submeta a tratamento
O presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional de Alagoas (OAB/AL), advogado Allan Pierre, defendeu, na manhã de ontem, que o garoto J.V.C.S., de 14 anos, seja internado em um hospital psiquiátrico e acompanhado por uma equipe médica multidisciplinar. Para ele, o garoto acusado de matar a irmã Júlia Izabel Chauvin Silva, de 17 anos, a golpes de faca, durante uma suposta crise de sonambulismo, deve ser submetido a tratamento e a exames para diagnosticar o real problema que o afeta. O advogado não descarta a possibilidade do jovem ter sofrido um surto psicótico. Allan Pierre falou com a imprensa durante a apresentação do menor à delegada titular da Delegacia Especializada da Criança e do Adolescente, Teíla Nogueira, na manhã de ontem. O representante da OAB/AL acompanhou o depoimento prestado pelo garoto à autoridade policial, que durou, aproximadamente, uma hora. Além do adolescente, os pais dele prestaram informações sobre o caso, que foi registrado na madrugada da última terça-feira, 27, no Village Campestre II, parte alta de Maceió. J.V.C.S. é apontado como o autor dos seis golpes de facada contra sua irmã, Júlia Izabel Chavin, no momento em que ela dormia em um dos quartos da casa da família. O atendimento médico chegou a ser acionado, mas ela não resistiu aos ferimentos e morreu no local. Desde que o crime aconteceu, familiares e amigos acreditam que o caso se trate de uma fatalidade e que o menor estava sonâmbulo no momento do homicídio.