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Motoristas do Uber se queixam

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Falta de segurança e longas jornadas de trabalho. Essas são algumas situações relatadas por motoristas do Uber ? aplicativo de caronas remuneradas ? ao portal G1, que ouviu histórias de ?parceiros? que pediram para não ser identificados com medo de represálias. ?As pessoas se enganam pensando que, porque o aplicativo pega os dados do cliente, é seguro [para o motorista]. Tem muita gente que, querendo ajudar os outros, usa o aplicativo para pedir um carro para outras pessoas?, explica uma motorista, que viveu situação similar. ?Já fui buscar um cliente que o nome que aparecia era de mulher, e quando cheguei no local, o passageiro era um homem. Quando perguntei, ele me disse que tinha pedido para uma desconhecida na rua pedir o carro para ele, porque o celular dele tinha descarregado. Fiquei com muito medo e ainda mais exposta do que o normal, porque caso acontecesse alguma coisa comigo, a empresa não teria nenhum dado sobre essa pessoa?, lembra. Outro conveniado, que também não quis se identificar, diz que situações de risco são comuns. ?O problema é que nem todo mundo conhece bem Maceió e existem lugares que são perigosos e que se você não for do bairro, não pode entrar. Teve um colega que teve o carro baleado quando passou por um lugar desse tipo em Bebedouro. A gente vai se guiando pelo GPS, mas ele não mostra essas peculiaridades?, expõe o motorista. A reportagem ouviu a Uber. Conforme a empresa, para fazer cadastro, os usuários precisam fornecer dados como o número do cartão de crédito e o CPF. A empresa diz que lançou uma ferramenta de verificação de identidade para os usuários que pagam as viagens com dinheiro, para que também forneçam o CPF, para identificar quem usa o serviço.

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