Cidades
ALAGOANOS TENTAM RETOMAR A VIDA UM M�S AP�S ENCHENTE
Um mês após as fortes chuvas que deixaram municípios alagoanos em situação de emergência, muitas famílias não têm para onde voltar. Perderam tudo num temporal que causou surpresa até mesmo aos que acompanhavam a chamada ?quadra chuvosa?. Duas cidades foram bastante afetadas: Marechal Deodoro e Pilar. Nelas, será preciso realizar ações sociais e obras para devolver a rotina a esses alagoanos. O município de Pilar foi um dos que decretaram estado de emergência, onde mais de 800 famílias ficaram desabrigadas ou desalojadas. Toneladas de alimentos e milhares de unidades de garrafões de 20 litros de água mineral foram distribuídos entre as famílias afetadas. Além de colchões e roupas. De acordo com o coordenador da Defesa Civil Municipal, José Almir, a prefeitura realizou o cadastro de todas as famílias afetadas pelas chuvas. Hoje, 30 dias após aquele ?caos? ele relata o avanço e a satisfação em ver que a população conseguiu se reerguer e diz que nunca viu ?tanta união? entre os moradores. ?O clima de comoção, de solidariedade, de ajudar ao próximo tomou conta da cidade. Se uma pessoa estava brigada com outra, no meio daquela confusão eles selavam a paz. Era todo mundo se ajudando!?, contou. Almir explicou que o sinal de alerta teve início na sexta-feira, dia 26 de maio, quando ele percorreu a cidade percebeu que as ruas estavam ficando alagadas. O coordenador recebeu um telefonema do prefeito Renato Filho, que autorizou a utilização de todos os caminhões da prefeitura para ajudar às famílias e levá-las a um lugar seguro. ?Finzinho da tarde, o prefeito me liga dizendo que eu ?descesse? os caminhões e que ajudasse as famílias a saírem de casa. Muitas ruas já estavam alagadas e o risco de entrar nas residências era grande. Percorri toda a extensão da orla e já via casas sendo invadidas pelas águas. Saí tirando todos, mas ainda senti a resistência de alguns?, contou.