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Moradores denunciam abandono

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O problema já começa com a falta de denominação para o residencial, o que impede o registro em órgãos de serviços públicos, como a Eletrobras e Casal, pois não há um endereço definido. Depois, as infiltrações e a queda do barro na barreira ao lado dos imóveis intensificam as razões para o protesto que moradores dos 96 apartamentos entregues no dia 22 de junho, pelo governo do Estado, fizeram ontem, bloqueando com pneus e galhos, a descida da Ladeira Geraldo Melo, em Maceió. O que deveria ser um alento passou a ser um problema para aquelas famílias. Os apartamentos, que ficam nas proximidades de uma importante via de tráfego da capital, estão apresentando sérios problemas de infiltração, falta energia elétrica e algumas obras, como o sistema de esgoto, estão inconclusas. ?Estou morando aqui desde a sexta-feira, só na vela! - reclama Fábio dos Santos, que está no prédio com a família. Como ele, estão os moradores que viviam há mais de quatro anos do aluguel social pago pelo poder público, enquanto aguardavam as chaves dos apartamentos da Área 2 do projeto de reurbanização do Vale do Reginaldo. ?Fomos chamados a morar nesta situação, para evitar que desabrigados das chuvas chegassem aqui e ocupassem os apartamentos. Mas tá muito difícil?, afirma Girlene Ribeiro, 30 anos, que trabalha como repositora. Ela, como os demais, teve a casa em que morava demolida pela Secretaria de Estado da Infraestrutura (Seinfra), responsável pelo projeto de urbanização. Tais imóveis estavam em áreas de risco, ou no perímetro de vias e outros equipamentos urbanos previstos na reurbanização. Embora satisfeita com o imóvel que recebeu, Girlene considera falta de respeito com a população as condições em que os prédios e apartamentos foram entregues. ?Não há sequer acesso concluído. Tudo feito nas pressas. E nós sabemos que chegou dinheiro para essa obra. Resta saber onde está?, protesta a moradora, que se mostra disposta a lutar por seus direitos e pelos dos demais.

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