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POPULA��O CARCER�RIA CRESCE MAIS DE 200%

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A população carcerária de Alagoas cresce de modo vertiginoso. Tanto que, segundo dado oficial, divulgado pela Secretaria de Estado de Ressocialização e Inclusão Social (Seris), entre os anos de 2008 e 2016, o número de pessoas presas no Estado cresceu 208%. Em 2008, o sistema tinha 2.326 presos, número que está hoje em 7.352 reeducandos. A própria Seris estima que, com um crescimento de 13% ao ano, ao final de 2017 essa população será de 8.043 presos, aumentando para 9.088 ao final de 2018. De 2008 a 2016, a taxa de aprisionamento aumentou de 54,83 presos por 100 mil habitantes para 217 presos por 100 mil. Até o dia 20 último, o Mapa da População Carcerária, a estatística da Seris, mostrava que, em Alagoas, o contingente nas prisões é majoritariamente masculino: os homens somam 94% do total, e as mulheres 6%. Esse total inclui presos provisórios, em regime fechado, medida de segurança, regime aberto, regime semiaberto e presos em unidades federais. PROVISÓRIOS No Mapa do último dia 20, a população carcerária totalizava 7.352 presos (provisórios, regime fechado, medida de segurança, regime aberto, regime semiaberto e presos recolhidos em presídio federais). Desse total, só 4.210 estão no sistema prisional alagoano. Os demais estão em regime semiaberto (1.768), aberto (1.354); e em presídios federais (4 em Campo Grande/MS, e 4 em Porto Velho/RO). O número de encarcerados no Estado está acima da capacidade do sistema, que dispõe de 3.502 vagas em suas nove unidades (oito na capital, e uma no interior). Sim, os presídios aqui têm um excedente de 729 homens, o equivalente a 20,8% da capacidade de encarceramento. Do total de presos, 3.406 estão encarcerados em Maceió, que tem um excedente de 672 presos, e 804 no Presídio do Agreste, a única unidade fora da capital, que tem um excedente de 36 homens. Outro dado que marca o sistema prisional de Alagoas é a quantidade de presos provisórios, ou seja, sem julgamento e, portanto, sem sentença condenatória. Do total de 4.210 encarcerados, somente 2.175 já foram condenados. Do restante, 2.029 aguardam julgamento e 27 são presos sob medida de segurança (tratamento aplicado a indivíduos inimputáveis que cometem um delito penal).

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