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GOVERNO DIZ QUE CONTROLA TODOS OS 9 PRES�DIOS

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A gestão penitenciária em Alagoas se nega a admitir que facções criminosas dominam as unidades prisionais do Estado. Ao contrário, o secretário de Ressocialização e Inclusão Social, coronel PM Marcos Sérgio Santos, assegura que o governo tem controle total dos nove presídios alagoanos, e que a gestão e os poderes públicos estão prontos ?a ir pra cima, diante de qualquer ação fora das normas?. Para o oficial, as 86 mortes registradas, 55 delas por causas naturais, no período de 5 anos, não podem ser consideradas estranhas, em se tratando de um ambiente insalubre e de permanente tensão. As demais 31 mortes resultaram de conflitos entre presos. ?Há situações que fogem ao controle da gestão?, afirma o secretário Marcos Sérgio ao divulgar esse número. Ao total estão somadas as setes mortas violentas registradas no ano passado e as seis que ocorreram este ano, ou seja, até junho último. Numa longa entrevista no programa Ministério do Povo, da Rádio Gazeta, o secretário destacou como fundamental para essa realidade de controle dos presídios a integração entre a Seris e instituições como o Ministério Público, a Defensoria Pública e o Poder Judiciário, por meio da Vara de Execuções Penais. ?Temos uma diretiva estabelecida pelo governador Renan Filho, que é assegurar resultados na ressocialização?, afirma o secretário. Neste sentido, ele diz que a Seris aposta também numa política articulada com instituições como a Ordem dos Advogados, conselhos penitenciários e de comunidades. É fundamental ainda a integração com outras secretarias de Estado, como as de Segurança Pública, Planejamento e Gestão e Fazenda. ?O ambiente prisional é tenso, difícil e muito técnico. Para dar certo, precisamos dessa articulação?, completa o coronel Marcos Sérgio. Um dos ?bons resultados? do trabalho realizado, ressalta ele, está na forma como Alagoas enfrentou a crise nas penitenciárias do País, em janeiro deste ano, a partir do trágico episódio registrado no Complexo Prisional Anísio Jobim em Manaus (AM). Ali, as cenas de barbárie estarreceram o Brasil e o mundo. Os corpos esquartejados e degolados de 56 presos tornaram pública a falência do sistema penitenciário nacional. ?Passamos incólumes por essa situação? - destaca o secretário Marcos Sérgio, lembrando as previsões, naquele momento, de que o massacre em Manaus se estenderia por todos os presídios brasileiro. A matança chegou a mais dois estados, Roraima e Rio Grande do Norte. Aqui, o governo tratou de remanejar presos supostamente ligados às facções envolvidas no confronto em Manaus. ?Fizemos um trabalho de Inteligência, identificando possíveis focos de conflito, e adotamos medidas preventivas. Com movimentações em todas as unidades, desarticulamos qualquer ação criminosa? - afirmou o secretário.

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