Cidades
Jogo suicida atraiu 28 jovens em Alagoas
?Tire a própria vida?. É a 50ª instrução que o curador faz ao jovem participante do game que ganhou o mundo e ficou conhecido como ?Baleia Azul? e, apesar dos alertas às escolas, pais, e familiares, a proposta que busca colocar o participante em risco com desafios diários passados pelas redes sociais segue fazendo incontáveis vítimas em todo o Brasil. Em Alagoas, nos últimos dois meses, a Secretaria de Estado de Prevenção à Violência (Seprev) registrou 28 casos, tendo uma morte sob suspeita. A vítima tinha 15 anos. Se os participantes não executam as tarefas enviadas, os tutores ameaçam de morte os pais de quem entrou na ?brincadeira?. Pressionados, os jovens não enxergam outra saída senão participar. Os casos descobertos até agora em Alagoas mostram que o isolamento, as roupas com mangas longas ? para esconder os cortes nos braços-, e a tristeza sem fim são características comuns daqueles que se arriscam nos desafios enviados pelo curador, que começam com mutilações, assistir a filmes de terror, propostas para subir em locais altos, terminando com o suicídio. Os internautas que participam do jogo recebem o primeiro contato às 4h20, quando pais ou responsáveis estão dormindo. De acordo com o gerente da Política da Criança e Adolescente, Valdomiro Pontes, da Seprev, 16 casos foram registrados na cidade Maceió e 12 nos demais municípios. Como o jogo e as consequências ainda são novidades para boa parte das autoridades que tentam combater a ?Baleia Azul?, os especialistas defendem que os responsáveis devem ficar em alerta para os mínimos detalhes, sobretudo, se as crianças mudarem de comportamento. ?Recentemente, estamos recebendo várias denúncias de crianças e adolescentes suspeitos de envolvimento no jogo que incentiva a automutilação e suicídio. Diante disso, a Seprev vem trabalhando, alertando a todos sobre os riscos e as consequências desta prática?, expôs, acrescentando que conselheiros tutelares e diretores escolares procuraram a secretaria pedindo orientação. A maioria dos casos foi descoberta após ações preventivas realizadas pelas equipes da Seprev em unidades escolares de todo o estado.