Cidades
Usu�rios cobram medicamentos e mais m�dicos
Os usuários dos postos de saúde de Maceió vivem reclamando. Entre as principais queixas estão a falta de medicamentos para hipertensão e saúde mental, a carência de médicos, além das longas filas enfrentadas para conseguir marcar exames. A Gazeta de Alagoas visitou as unidades do II Centro de Saúde, no bairro do Poço, do João Paulo II, no Jacintinho, e da Unidade de Saúde da Pitanguinha na tarde da última segunda-feira, 10, onde ouviu relatos dos pacientes. ?Meu tio tem a Doença de Parkinson e o remédio que ele pode tomar, o Prolopa, demora, mais ou menos, dois meses para chegar ao posto de saúde. Geralmente, vou buscá-lo no Centro de Saúde Dr. Osvaldo Brandão Vilela [na Ponta da Terra]. Lá, o farmacêutico não me atendeu bem e tive que recorrer até ao Ministério Público para exigir o medicamento?, conta a dona de casa Sueli Santos. Ela explica que já passou por alguns postos de saúde da capital e que também enfrentou problemas. Na Unidade de Saúde Dr. Rolland Simon, no Vergel do Lago, ela conta que já teve que madrugar para marcar consultas e que, mesmo assim, demorou horas para ser atendida. No II Centro, onde foi entrevistada, ela garantiu que não teve problemas, apesar de ter esperado duas horas na fila para que seu acompanhante fosse consultado por um urologista. A falta de remédios também é relatada por pacientes da Unidade de Saúde João Paulo II, no Jacintinho, e na Unidade de Saúde da Pitanguinha. ?Aqui, no posto do Jacintinho, nunca tem remédios para hipertensão, diabetes ou para depressão. Minha médica me receitou cinco medicamentos e achei apenas um aqui na farmácia do posto. Quando isso acontece, eu compro os medicamentos. Ou é isso ou é ficar doente?, relata Marluci Ângelo. Hilma dos Santos e Valderez Castro Santos, mãe e filha, também se mostraram insatisfeitas com a falta das medicações. ?Há dois anos que aqui não tem fita para medir a diabetes. Eu preciso comprar, e uma caixa custa em torno de R$ 100?, diz Hilma. ?A sorte da gente é que podemos pegar esses medicamentos de graça em uma farmácia aqui perto. Só remédios para diabetes, eu tomo 4 por dia. Fora os de hipertensão, que também não encontro no posto. Em épocas de eleições, remédios não faltavam na unidade?, desabafou Valderez, que, assim como a mãe, é diabética. Na Unidade de Saúde do Jacintinho, além das reclamações sobre a falta de medicamentos, pacientes afirmaram que faltam médicos especialistas, como ginecologistas, ortopedistas e reumatologistas. * Sob supervisão da editoria de Cidades