loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Cidades

Cidades

Combate ao Aedes deve seguir intenso

Ouvir
Compartilhar

Enquanto em 2016 foram confirmados 10.986 casos de dengue, no primeiro semestre de 2017 foram apenas 1.601. Já o vírus que provoca a zika, doença que entre suas consequências provoca a microcefalia, atingiu 3.517 alagoanos no ano passado, contra apenas 75 no primeiro semestre do ano em curso. Os casos confirmados de febre chikungunya totalizaram 9.587 notificações, contra apenas 227 nos seis primeiros meses de 2017. Os números são reveladores da redução no Estado, e em todo Nordeste, dos números referentes às três doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. São vários os fatores que, segundo o biólogo Paulo Protásio, supervisor de endemias da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), justificam essa redução. ?Ainda estamos numa Emergência Nacional em Saúde Pública, tivemos uma imunidade coletiva e certa conscientização gerada pela explosão dos casos de microcefalia. Tudo isso contribuiu para a redução dos casos de dengue, chikungunya e zika?, afirma o supervisor. Entretanto, ressalta o biólogo Paulo Protásio, não há motivo para comemoração. Ao contrário, é preciso continuar combatendo o mosquito transmissor. ?A redução é visível, mas não há motivos para comemorar. O Aedes está nos 102 municípios alagoanos e, dificilmente, chegaremos a uma erradicação?, alerta o supervisor, explicando por que o combate ao mosquito não pode esmorecer. Segundo Paulo Protásio, é preciso considerar ainda o grande volume de chuvas nesses últimos dois meses, situação que pode fazer voltar os focos do mosquito transmissor. O momento é de atenção, com a permanente mobilização dos agentes de endemias, na capital e no interior, e da população, para manter baixos os níveis de proliferação do Aedes, orienta o supervisor.

Relacionadas