loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 23/07/2026 | Ano | Nº 6273
Maceió, AL
25° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Cidades

Cidades

AL tem 31 mil no trabalho infantil

Ouvir
Compartilhar

Alagoas ainda tem 31 mil crianças e jovens, na faixa etária de 5 a 17 anos, nas piores formas de trabalho infantil, aquelas capazes de causar maiores danos físicos e psicológicos. O dado é da última Pesquisa por Amostra de Domicílio (PNAD), realizada em 2015, e foi apresentado ontem, no Centro Cultural e de Exposições, em um encontro com gestores e organizações não governamentais a fim de debater o tema. Apesar do alto número, a pesquisa mostra uma redução de 35,4% entre 2014 e 2015, o que equivale a menos 17 mil pequenos alagoanos nessa condição. O Estado foi o terceiro melhor no ranking brasileiro, perdendo, no Nordeste, apenas para o Ceará. Nacionalmente, a queda foi de 19% ? mas 2,6 milhões de crianças brasileiras ainda enfrentam o problema. O percentual é bem distante do esperado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), que havia acordado com o Brasil a completa erradicação das piores formas de trabalho infantil até 2016. Como não foi cumprida, a meta ficou para 2020. ?O Brasil tinha esse compromisso, mas isso não aconteceu. Tivemos até uma redução, mas ainda temos milhões nessas condições?, explica a assistente social Marluce Pereira. Segundo Marluce, Alagoas ainda não possui um plano estadual voltado para essa temática. A maioria dos municípios locais também está na mesma situação. ?Por isso, o que pretendemos agora é discutir isso com o Estado e as cidades para que esses planos sejam feitos, inclusive o estadual. Queremos traçar metas para que possamos cumprir?, aponta ela. ?O evento traz uma discussão para os gestores de políticas públicas e organizações governamentais ou não para que tracemos planos para o futuro. Queremos, ao apresentar os indicadores, sensibilizar os gestores da educação, da assistência social, de emprego, cultura, para que haja um investimento em ações que nos façam cumprir a meta?, acrescenta. A assistente social diz que, ao todo, são 93 as piores formas de trabalho infantil. Elas são classificadas de acordo com os danos físicos e psicológicos que causam, e envolvem, em geral, locais insalubres e exposição a riscos irreversíveis. Em ambientes rurais, um exemplo disso é a manipulação de agrotóxicos em plantações, causando severas intoxicações em crianças e adolescentes.

Relacionadas