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PODRID�O DA NASCENTE � FOZ

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A chaga ambiental de Alagoas parece que nunca vai cicatrizar. O Riacho Reginaldo e seus afluentes definham pelos trechos por onde passam e adoecem quem vive perto. Os anos foram passando e, como se tivessem vendas nos olhos, os alagoanos abraçaram a podridão. De sua nascente principal, na Santa Lúcia, à foz, no Centro, são treze quilômetros de extensão e uma bacia hidrográfica que abrange 17 bairros de Maceió. Pelo menos um terço da população da capital convive com ele. Mais uma tentativa de recuperá-lo foi iniciada em fevereiro deste ano pelo Ministério Público Estadual, que iniciou uma força-tarefa com órgãos fiscalizadores. Parece difícil acreditar na recuperação da Bacia do Reginaldo, diante de tantas promessas e dinheiro jogado fora nas últimas décadas. Mas há uma previsão ?otimista? que vem de uma autarquia estadual ? a Casal ? que, com no mínimo R$ 200 milhões, é possível despoluir o riacho, após a implantação de redes coletoras de esgoto na região. O presidente da Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal), Clécio Falcão, esclarece que a solução definitiva para minimizar os danos ambientais somente virá com a implantação da rede coletora de esgoto, contemplando os bairros por onde o riacho passa. ?O Estado já entendeu isso e está desenvolvendo estudos para sanar o problema e possivelmente até o final de 2018 a gente lançará a licitação para contratação de empresa, provavelmente através de parceria público-privada. E, em 2020 (com dois anos de serviço), a gente tem a possibilidade de toda a região do Reginaldo ser contemplada com a rede coletora de esgoto. Aí sim despoluir o complexo do Salgadinho?, diz. A implantação da rede coletora de esgoto nessas comunidades que abraçam o Reginaldo é uma obra cara. Vivem na região pelo menos 150 mil pessoas. ?É preciso um investimento maciço. Uma obra dessa para contemplar toda essa região da Bacia do Reginaldo, por alto, vai custar no mínimo RS 200 milhões?, reforça Clécio Falcão.

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