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Funasa vai discutir paralisa��o de obras no Estado

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Sucursal Gazeta ? O coordenador da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) em Alagoas, Ricardo Valença, anunciou que pretende conversar com os prefeitos - na Associação dos Municípios Alagoanos (AMA) - para discutir a paralisação de algumas obras do Projeto Alvorada. Ricardo Valença é odontólogo e trabalha há 25 anos na Funasa, onde atuou junto às comunidade indígenas, principalmente no Sertão de Alagoas. Sindicalista e militante do Partido dos Trabalhadores (PT), passou pela CUT, Sindicato dos Servidores Federais e chegou a ser candidato a prefeito em 1988, em Delmiro Gouveia. O coordenador da Funasa em Alagoas disse que sua gestão será transparente e que atualmente está se inteirando de tudo que se passa no órgão, que exerce um trabalho estreito junto aos municípios alagoanos. Alvorada Com a advento do Projeto Alvorada, a Funasa foi encarregada de acompanhar todos os projetos, visando viabilizar sua implantação. Atualmente, o órgão realiza trabalhos de acompanhamento de projetos de melhorias sanitárias, sistemas de abastecimento de água e construção de casas de alvenaria, para evitar a proliferação da doença de chagas. Segundo Ricardo Valença, a finalidade da Funasa seria prestar assessoria e realizar a fiscalização na implantação dos projetos. ?Pretendo primeiro colher mais informações, junto a outros órgãos, como a Casal, por exemplo, para então conversar com os prefeitos, sobre as obras que estão paralisadas?, disse Valença, que prometeu levar respostas sobre as pendências, que estariam impedindo a conclusão e também o andamento dos serviços. Segundo o coordenador da Funasa, algumas obras estão paradas porque aguardam a liberação dos recursos empenhados em 2002, mas o dinheiro deverá sair, porque os serviços estão garantidos. É citado como exemplo o caso da adutora do povoado de Caboclo, o maior existente em São José da Tapera e que possui mais de duas mil famílias. A obras foram empenhadas em 2002, dentro do prazo exigido pelo governo federal, com toda a documentação. Segundo o setor de engenharia e projetos, a Funasa em Alagoas está aguardando apenas a liberação dos recursos. Enquanto isso, a comunidade de Caboclo, em São José da Tapera, continuará sofrendo com a seca e aguardando a chegada da adutora. São José da Tapera já foi classificado como o município brasileiros com os piores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) do País. A mortalidade infantil era a mais alta no Brasil. Com ações promovidas através de organizações não-governamentais, do governo federal e da própria Prefeitura Municipal, muita coisa mudou em Tapera, para melhor. Uma dessas conquistas foi a redução da mortalidade infantil, que só foi possível com o fornecimento de água de boa qualidade às comunidades, através da construção de adutoras, e também de programas sociais nas áreas de alimentação, saúde e educação. Traipu O município de Traipu, localizado às margens do rio São Francisco, vive o dilema de dispor de muita água à disposição, mas de não ter como levá-la às comunidades rurais. O prefeito Marcos Santos, que assumiu o governo há dois anos, encontrou um caos na administração municipal. Entretanto, um dos maiores problemas enfrentados pelo prefeito foi a falta de água potável em todas as escolas da zona rural.

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