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‘�dio mata’, afirma presidente do GGAL

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Durante entrevista à Rádio Gazeta na tarde de ontem, o presidente do Grupo Gay de Alagoas (GGAL), Nildo Correia, falou sobre a violência contra a comunidade LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros) no Estado de Alagoas. Segundo dados da própria instituição, já foram assassinados 11 homossexuais este ano no Estado, destes, três eram travestis. O crime mais recente ocorreu na última sexta- -feira, 21, quando a travesti ?Luma? foi surpreendida na madrugada por 4 disparos de arma de fogo, levando a vítima a óbito em praça pública. Em todo o ano de 2016, foram registrados 21 assassinatos de membros da comunidade LGBT, segundo a entidade. Nildo Correia comenta que mesmo em situações em que a motivação principal do crime não é a homofobia, a condição sexual da vítima influencia. ?Os crimes mostram isso. A Carla teve uma faca introduzida em sua genitália e foi puxada até o tórax, chegando ao ponto da faca quebrar. Tantos outros já tiveram sua genitália arrancada. O ódio mata?, desabafa. O presidente critica ainda a atuação de alguns policiais que, segundo ele, não tratam os crimes de homofobia como tais. ?Em algumas situações, falta vontade, se não ficar no pé, nem sempre é solucionado, temos que reivindicar?, critica. Ele lamenta ainda o desativamento do grupo de trabalho composto pela Secretaria de Segurança Pública (SSP), Ministério Público Estadual (MPE) e Sociedade Civil, que, segundo ele, teve fim na gestão do atual governo, e era muito importante no combate a crimes dessa natureza. No entanto, Nildo Correia afirma que o trabalho de combate à homofobia não é, nem deve ser, uma ação isolada da Secretaria de Segurança Pública (SSP), e sim um trabalho de prevenção e conscientização em relação à comunidade LGBT. Um ponto destacado pelo presidente é a empregabilidade das pessoas da comunidade LGBT, em especial da comunidade T, que engloba travestis e transexuais. ?Essas pessoas não encontram vagas nas empresas, o preconceito na maioria das vezes barra a contratação delas?, pontua. *Sob supervisão da editoria de Cidades

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