Cidades
Faltam macas para transporte de pacientes que chegam ao HGE
Motoristas de ambulância denunciam falta de leitos no Hospital Geral do Estado Professor Osvaldo Brandão Vilela (HGE). A falta de macas obrigaria os motoristas a permanecerem durante horas em frente ao hospital à espera de um leito vago na unidade de saúde. O HGE esclarece que há processo licitatório em fase de conclusão para a aquisição de novas macas e projetos em andamento para o desafogamento do hospital localizado no Trapiche. ?Há uns dias, eu fiquei cerca de 14 horas em frente ao HGE, esperando que uma maca ficasse livre para que o paciente que estava na ambulância se instalasse no hospital. Até ao necrotério eu fui e não tinha nenhuma maca?, revela um motorista de ambulância de um município do interior do Estado, que não quis ser identificado. O motorista diz que trabalha há oito anos transportando pacientes do interior até o HGE e salienta que essa situação prejudica a ele, como servidor, e ao paciente. Outro motorista, que não quis se identificar, explica que a maca da ambulância que dirige sempre é levada com o paciente para dentro do hospital, mas que ele só pode retornar à unidade de saúde a que pertence com a maca desocupada. ?É com frequência que eu trago o paciente para cá e tenho que aguardar ele ser realocado para um leito do hospital. Nós não podemos deixar a maca do outro hospital aqui, nós só podemos retornar para a nossa unidade com a maca na ambulância. Essa espera faz com que deixemos de atender outros doentes no interior para esperar que um leito seja vago para o paciente que está na maca da ambulância?, explica. * Sob supervisão da editoria de Cidades