Cidades
Longas filas persistem no restaurante universit�rio
O Restaurante da Universidade Federal de Alagoas (RU-Ufal) foi reaberto na última quarta-feira, 26, após 60 dias de portas fechadas para a implantação do projeto ?RU Ágil?, que prevê a readequação do espaço físico e equipamentos com o objetivo de dar celeridade ao atendimento e maior qualidade ao funcionamento. Porém, já nos primeiros dias de atendimento, surgem diversas contestações dos alunos quanto à persistência das grandes filas. A reestruturação do restaurante inclui a reforma do refeitório, que agora permite a montagem dos pratos pelos usuários e a unificação das filas para a obtenção dos pratos ? antes, para cada opção do cardápio havia uma fila de atendimento. Contempla, ainda, as reformas internas para adequação à RDC 216, que é o Regulamento Técnico de Boas Práticas para Serviços de Alimentação, instituído em 2004 pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O atual prédio foi aberto em 2014, mas somente agora o RU conta com os devidos piso, teto, sistema elétrico e hidráulico, entre outras estruturas. Diariamente, o restaurante atende, em média, a 2.500 pessoas que formam a comunidade acadêmica. Entre os atendidos estão os bolsistas e pagantes, estes, com a implantação do RU Ágil, tem atendimento diferenciado, pois são duas filas: os bolsistas, em menor número, foram beneficiados com a agilidade, porque sua fila demora cerca de 10 minutos, enquanto os pagantes permanecem na fila por pelo menos 40 minutos. ?A fila é assustadora, percebi de imediato que continua apenas uma pessoa no caixa e na distribuição das fichas, não mudaram a logística do pagamento. Depois da reforma, as filas ficaram ainda maiores, acho que se deve ao novo método de atendimento, que agora garante uma única fila para o pagamento e em seguida o cliente já se direciona à montagem do prato. Cheguei no RU por volta das 12h30 e a minha aula inicia às 13h30, permaneci na fila, porém, por pouco tempo, vi que não havia possibilidade de eu sair de lá alimentado e a tempo para a minha aula?, lamentou Sidney Gabriel, 23, estudante de Engenharia do Petróleo. * Sob supervisão da editoria de Cidades.