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Sumi�o de sururu amplia mis�ria

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O desaparecimento do sururu do Complexo Estuarino Lagunar Mundaú-Manguaba (CELMM), conforme mostrado na edição desse fim de semana da Gazeta de Alagoas, é preocupante, porque afeta uma cadeia produtiva exploratória num dos mais adverso cenários da economia, aponta o economista Lucas Barros. ?Para quem está no elo fraco da cadeia, que faz o trabalho direto de buscar e limpar o sururu, são inúmeras as dificuldades. Desde a compra de comida para manter a alimentação, até mesmo de saúde, tendo em vista que eles não utilizam equipamentos de segurança por não terem uma renda que propicie a aquisição dos mesmos, por exemplo?, disse ele, durante entrevista à Rádio Gazeta. O impacto na renda dos pescadores e marisqueiros, conforme Lucas Barros, é grande. ?Do ponto de vista micro, para as pessoas ao redor da Lagoa Mundaú, que têm no sururu uma fonte de subsistência e obtenção de renda com a comercialização do molusco, o desaparecimento da espécie na Lagoa Mundaú causa um impacto incalculável?, afirma. Para o economista, as famílias enfrentam um momento crítico. Além da ausência do sururu, elas encaram outras necessidades como, por exemplo, a falência da saúde pública, que gerou um fato de repercussão nacional, quando a doença bicho de pé atingiu as famílias ribeirinhas. ?Agora, além do problema de saúde, da poluição da lagoa e da falta de saneamento básico, as pessoas precisam encarar o problema econômico?, afirma Barros. Uma lata de sururu custava de R$ 3 a R$ 4. Atualmente, a lata é vendida entre R$ 7 e 12, devido à escassez do prato. ?Anteriormente, a renda diária era de 12 reais para o pescador que vendia a lata. O marisqueiro que, geralmente, é mulher ganhava 2,60, tendo a renda de R$ 10,80 por dia pelas latas. Agora, existe uma oscilação e o preço do molusco ficou elevado?, pontuou. Devido à falta do produto, no supermercado, o alimento é vendido entre R$ 26 e R$ 35 o quilo. Já no Mercado da Produção, no bairro da Levada, os consumidores encontram sururu a até R$ 23.

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