Cidades
�nibus voltam a circular em Macei� ap�s acordo
Depois de um dia de paralisação e de intensa negociação entre representantes das empresas de ônibus de Maceió e dos rodoviários, ficou decidido que os coletivos voltam a circular normalmente hoje, a partir das 4h. O acordo foi firmado durante audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT/AL) que durou mais de duas horas. Conforme o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Alagoas (Sinttro/AL), Écio Ângelo, a proposta acatada pelo sindicato da categoria contempla 5% de reajuste salarial, mais 5% de reajuste no tíquete-alimentação. As empresas já devem pagar o aumento junto com o adiantamento salarial da quinzena do mês de agosto, e as diferenças do tíquete até o oitavo dia útil do mês de setembro. ?A proposta será levada para ser apreciada durante assembleias a serem realizadas nas garagens das empresas, com início nesta quinta-feira, 3, até a próxima quarta-feira, 9. Nestes dias, os ônibus das respectivas empresas sairão com atraso das garagens, a partir das 7h?, alerta o sindicalista. Caso a proposta acordada durante a audiência não seja aprovada pela categoria, os rodoviários não descartam manter a greve, como ocorreu ontem. ?É um motivo de comemoração porque foi uma decisão dos trabalhadores?, disse Écio Ângelo, sobre as conquistas obtidas durante a audiência. Representantes do Sinttro e do Sindicato das Empresas de Transporte Urbano de Passageiros de Maceió (Sinturb) também concordaram em criar uma cláusula de recuperação, considerada inovadora e sinônimo de avanço em relação ao litígio envolvendo as partes. Ela é referente à elaboração um plano de ação conjunto para fiscalizar e coibir o transporte clandestino de passageiros. O grupo já tem reuniões marcadas para os dias 1º de outubro e 1º de novembro, na sede do TRT/AL. Nos encontros, serão definidas as ações a serem implantadas no combate do transporte clandestino de passageiros. ?O grupo será formado por representantes da Prefeitura de Maceió, de ambos os sindicatos, e dos Ministérios Público do Trabalho (MPT) e do Estado (MPE), tendo a intermediação do TRT/AL?, explicou Écio Ângelo. ?Com isso, as empresas poderão recuperar uma parte do que perderam ao longo dos anos e, quem sabe, mais adiante, outras cláusulas que beneficiem os trabalhadores poderão ser agregadas à convenção coletiva?, acrescentou o desembargador Pedro Inácio da Silva, presidente do TRT/AL.