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M�dicos pedem sa�da de ministro

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Servidores estaduais da área de Saúde protestaram, na tarde de ontem, contra a postura que o ministro da Saúde, Ricardo Barros, vem tendo à frente da pasta, pedindo a saída dele do cargo imediatamente. A manifestação ocorreu em todo o Brasil e, em Alagoas, foi à porta da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), localizada na Avenida da Paz, bairro de Jaraguá. Os servidores dizem que Barros não exerce a função com dignidade e não respeita os profissionais. O protesto fez parte de um movimento nacional de manifestação das categorias da Saúde marcado para ontem em todo o país. O principal objetivo foi cobrar a exoneração do ministro e a saída do presidente Michel Temer (PMDB). O ministro chegou a propor em um ato público da pasta que o ?governo federal deveria parar de fingir que paga aos médicos, e os médicos pararem de fingir que trabalham?. De acordo com o presidente do Sindicato dos Médicos de Alagoas (Sinmed), Wellington Galvão, as declarações, além de denegrirem a categoria como um todo, ainda ferem a medicina. Durante o ato, Galvão comentou também que o secretário de Estado da Saúde, Christian Teixeira, foi solidário ao protesto, como também à classe médica no estado. Ainda segundo o presidente do sindicato, o ato em si não trouxe danos para a população, já que os médicos lotados nas unidades de urgência e emergência continuaram trabalhando normalmente durante todo o dia. Os profissionais cobram também melhores condições de trabalho. ?O HGE é uma unidade de guerra. Naquele lugar você afeta até o seu psicológico trabalhando sem as condições dignas. Tenho amigos que não conseguem trabalhar ali. Todos sabem que lá não há condições de trabalho e falta uma maior vontade do governo para mudar essa realidade?, expôs, acrescentando que a sobrecarga para os funcionários se dá porque o HGE recebe pacientes de todos os municípios alagoanos. Wellington Galvão disse ainda que, atualmente, 75% dos servidores que trabalham na urgência e emergência do Estado são prestadores de serviço. ?Eles chegam a ganhar mais que o dobro do que é pago aos profissionais concursados?, denunciou o presidente. De acordo com as informações repassadas por ele, o médico concursado plantonista de 24h ganha em torno de R$ 3 mil a R$ 4mil, enquanto nas mesmas condições o prestador de serviço ganha de R$ 8 mil a R$ 10 mil para o mesmo serviço. * Sob supervisão da editoria de Cidades.

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