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Alunos est�o sem aula h� meses

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Sem professor desde o início do ano letivo, os estudantes de três turmas do 1º ano do ensino fundamental da Escola Municipal Petrônio Viana, no Conjunto Carminha, bairro do Benedito Bentes, em Maceió, padecem na incerteza de quando vão poder voltar às aulas. De acordo com a professora e vice-diretora da instituição, Janete Gomes dos Santos Alcântara, a falta de professores é preocupante, mas não é o único problema enfrentado pela instituição de ensino. ?São 60 crianças de 6 a 8 anos que estão nas ruas, sem estudar há meses. Os pais procuram bastante a escola no intuito de obter uma resposta e não temos o que dizer, além de que não tem professor para atendê-los?, diz Janete Gomes. Ainda conforme a professora, a situação se agrava porque existem estudantes de várias comunidades do Benedito Bentes. ?Além dos pais, os estudantes questionam: ?tia, já tem professor?? E, infelizmente, dói no coração responder que não e que não há perspectiva?, desabafa Janete Gomes dos Santos Alcântara. Atualmente, a escola funciona nos três turnos e atende 18 turmas do ensino fundamental e mais três turmas do Educação de Jovens Adultos e Idosos (EJAI). ?Até semana passada, uma turma do EJAI estava sem professor. Mas permitiram a contratação de uma horista. Mas no caso do ensino fundamental, a aflição é maior porque não temos previsão de contratação. A esperança é que efetivem os professores que fizeram o concurso?, confessa Janete. O defensor público Carlos Eduardo Monteiro ingressou com uma ação contra o município recomendando a contratação de professores para suprir a carência. ?Dentre outras carências que a escola tem, notamos a ausência dos professores. Fizemos a recomendação ainda no mês passado e, até o momento, a prefeitura sequer deu valor. Não tivemos respostas ao processo administrativo. Diante da inércia, do silêncio da Prefeitura, iniciamos uma ação civil pública?, garante o defensor. O ensino de qualidade, conforme o defensor, é fundamental para atingir os objetivos consagrados na Constituição. ?Agora, pedimos ao juiz que fixe um prazo para que a Prefeitura cumpra com o pedido para que as crianças não sejam ainda mais prejudicadas. É uma forma de forçar o cumprimento dessa recomendação?, complementa Carlos Eduardo Monteiro.

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