Cidades
Gr�vidas ficam em corredor
Não se fala em receber demanda espontânea no Hospital Universitário Professor Alberto Antunes (HUPAA) e nem mesmo na Maternidade Santa Mônica. Ontem, vinte e seis pacientes estavam espalhadas em macas nos corredores ou acomodadas de forma improvisada em enfermarias do HU. São puérperas e gestantes que chegaram à unidade e se depararam com a superlotação. A situação no HU, que nunca foi tranquila, agravou-se depois que parte do forro de gesso do 6º andar desabou no último dia 20. As pacientes que lá estavam tiveram de ser remanejadas e continuavam chegando mais gestantes, algumas que não eram consideradas de alto risco. As obras no teto foram feitas e a previsão era reabrir 24 leitos ainda nessa quinta-feira. O 6º andar ? que registrou a queda do teto ? abrigava um total de 56 leitos. ?A demanda externa não será recebida. Ou seja, não vamos atender a demanda espontânea, somente o que for referenciado pelo Cora (Complexo Regulador de Maceió) com encaminhamento de alto risco. Esse é o apelo que fazemos à população?, alertou Monik Lima, chefe do Setor de Urgência do HU. A maternidade do Hospital Universitário estava, até o fim da manhã de ontem, com 47 pacientes, 21 delas ocupando leitos. Desse total, 12 colocadas em macas nos corredores e o restante nas enfermarias. A expectativa é para liberação da ala que passa por obras e assim amenizar a superlotação. Após a conclusão dos trabalhos de reforma e limpeza do 6º andar daquela unidade, segundo informações apuradas pelo portal Gazetaweb, a assistência às gestantes voltou à normalidade. Com 32 pacientes acima da capacidade, o Hospital Universitário precisou abriga-las numa área que deveria funcionar apenas para triagem. O local comporta apenas 15 leitos, mas chegou a receber 47.