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Cortes podem afetar a��es da PF

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Em 2017, o contingenciamento orçamentário da Polícia Federal foi de R$ 400 milhões. O superintendente da Polícia Federal de Alagoas, Bernardo Gonçalves, alertou, na tarde de ontem, em entrevista à Rádio Gazeta, que, caso os cortes sigam sendo realizados pelo Poder Executivo, as medidas de ajustes podem afetar as ações que estão sendo desenvolvidas no estado. O delegado lembrou que, somente em 2017, os agentes da superintendência realizaram 10 operações de combate à corrupção, prendendo suspeitos que lesaram o erário em milhões. O exemplo citado pelo delegado foi o do ex-gestor de Canapi, Celso Luís, preso há três meses. Bernardo Gonçalves disse que enxerga com preocupação o contingenciamento que a instituição vem sofrendo ao longo deste ano. O delegado apontou que, apesar disso, a Polícia Federal segue trabalhando para combater crimes, como corrupção, tráfico de drogas e outros. ?Diante destes ataques, a gente reage com mais trabalho?, rebateu o superintendente. Ele garantiu também que a Polícia Federal vem seguindo seu cronograma de ações mesmo com as críticas e os cortes. ?Até o momento, não tivemos que paralisar nenhuma atividade da Polícia Federal em Alagoas por falta de recursos. Mas vemos que a instituição como um todo vem sofrendo com os cortes. Logicamente, essa é uma situação que nos preocupa, visto que pode atingir diretamente o nosso trabalho. Mas, seguimos trabalhando, realizando operações e investigando crimes?, frisou o delegado, acrescentando que o ideal seria a autonomia financeira por meio da aprovação de uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC).

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