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Pacientes est�o sem medica��o

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A inexistência de receituário na cor amarela em todas as unidades de Saúde do município de Rio Largo, na região metropolitana de Maceió, explica por que os médicos que atuam no município estão impedidos de prescrever o medicamento indicado para tratamento de pacientes portadores de Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH). Pacientes como o estudante de medicina José Luciano Calheiros, 24, que descobriu ser portador do transtorno há 4 anos, vem penando para conviver e tratar a enfermidade. ?As pessoas pensam que é besteira, mas é uma doença terrível e de certa forma silenciosa. Sofro cotidianamente?, desabafa. Ele conta que se sentia ?estranho? desde pequeno. Depois de adulto, recebeu o diagnóstico de TDAH. ?O principal remédio que tomo causa taquicardia. Se eu fizer um exercício físico já corro o risco de sofrer um infarto, por exemplo?, revela, queixando-se da dificuldade para ter acesso ao remédio Outros moradores da cidade de Rio Largo denunciam que o município não tem fornecido os medicamentos necessários para o tratamento da doença. Outro fator agravante, segundo relatado por moradores, é que o município não dispõe da receita própria para prescrever os medicamentos. A doença é caracterizada por sintomas de agressão, excitabilidade, hiperatividade, impulsividade, inquietação, irritabilidade e falta de moderação. O médico psiquiatra Francisco Helio Dantas, alerta que pacientes portadores do transtorno não podem ficar sem a medicação, sob pena de terem acentuados os sintomas. *Sob supervisão da editoria de Cidades

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