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INSTITUI��O ALIMENTA MAIS DE 300 PESSOAS

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Uma fila de quase 300 pessoas em situação de rua se forma em dois horários na porta da Casa de Ranquines, na ladeira da Catedral, número 111, onde funciona a instituição de caridade mantida pelos religiosos ligados à Congregação Católica de São Vicente de Paulo. Antes das 7h, as pessoas recebem café com leite e pão. Ao meio-dia, nova fila para o almoço. O cardápio é variado: tem arroz, feijão, macarrão, carne de boi ou galinha, verdura, farinha, pão e um copo de suco. Os mais famintos podem repetir. Ninguém paga nada. O alimento, fresco, é feito pelos religiosos e voluntários. Maria dos Anjos, 48, abandonada pela família, chora ao falar da situação dela. ?Morava num barraco na Vila Brejal. Briguei com meu genro e fui obrigada a morar na rua. De segunda à sexta, tem café e almoço. Durmo nas praças e vai ser assim até o dia que Deus não quiser mais?, afirma. Os alimentos são fornecidos por voluntários e pelos ?irmãos? de vida religiosa consagrada a São Vicente que comandam a Casa de Ranquines. A angariação dos recursos, compra e preparação dos alimentos e cuidados higiênicos da população de rua são comandados pelo frei consagrado João Maria. ?Além de servir o café da manhã e o almoço aos que nos procuram, nós também cuidamos da higiene pessoal, fazemos curativos, fornecemos sabonetes, toalhas, roupas e tudo o que eles precisam?, explica Frei João. Mensalmente, a instituição investe R$ 32 mil na ação solidária. O dinheiro e os alimentos são doações. ?Até os próprios moradores de rua ajudam com moeda. A gente usa todo o dinheiro para comprar misturas e outros produtos para os nossos irmãos?. Diariamente, voluntários religiosos, pessoas da comunidade e duas cozinheiras contratadas fazem a comida. São necessários 15 quilos de feijão, mais de 20 quilos de arroz, carne ou galinha ou salsicha (15 quilos de cada), 15 quilos de verduras, 2 quilos de café, mais de 200 pães e um botijão de gás por dia. ?Pelo menos na hora das refeições os irmãos esquecem o sofrimento, as dificuldades da vida que levam e comem bem, graças a Deus?, diz o Frei João Maria, ao explicar que até o ano passado a população de rua recebia o jantar. Mas foi cortado porque o dinheiro não deu para manter a terceira refeição. Para atendê-los com a janta, é preciso ter mais alimentos e voluntários. Os religiosos cuidam da assistência à população de rua, dos mais pobres, e fazem pregações católicas com base nos ensinamentos de Jesus. ?Os pobres são os preferidos de Deus. A exemplo de São Vicente, nós buscamos cuidar do pobre como uma pessoa exclusiva por entender que ali está o preferido de Deus?, disse o líder da Casa de Ranquines.

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