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SEM EMPREGO E NA MIS�RIA, MAIS DE 2 MIL VIVEM NAS RUAS

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Os números do empobrecimento no Brasil assustam. De acordo com o Instituto de Pesquisa Aplicada (Ipea) e da Receita Federal, dos 207,7 milhões de brasileiros, 23,4% têm renda de um salário-mínimo (R$ 937) por mês. O mesmo instituto que realiza pesquisas econômicas e sociais, em 2015, contabilizou 101 mil brasileiros na condição de morador de rua. O agravamento das crises econômica e política no País, além de elevar o número de desempregados para 14 milhões, fez dobrar o número da população que vive em situação de total vulnerabilidade social. Não há ainda números precisos a respeito do crescimento de ?miseráveis? nas ruas das capitais, mas as pesquisas indicam que aumentam a cada dia. Desempregados, alcoólatras, renegados das famílias, adolescentes e crianças formam o contingente da população invisível. A maioria ocupa as principais praças das cidades e disputa pratos de comida doados por entidades de caridade. Em Alagoas, a visibilidade da crise social ocorre da mesma maneira. Apesar de ocuparem lugares públicos, andarem em grupos numerosos, os moradores de rua só são percebidos por instituições filantrópicas e órgãos públicos que fazem o que podem, mas não conseguem atender à grande demanda do contingente de necessitados. A maioria dos moradores de rua passa os dias usando drogas. As mais consumidas são: o crack, cola de sapateiro e cachaça. A higiene pessoal e a alimentação chegam através de trabalhos voluntários e de entidades religiosas. Maceió, de acordo com a Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas) e o Comitê Intersetorial de Monitoramento de Políticas Municipais de Atenção à População em Situação de Rua (Cimpop) ? instituição formada por representantes do poder público, sociedade civil organizada e é presidida por um representante da Comissão de Direitos Humanos da OAB/AL ?, tem cerca de 500 mil pessoas, ou seja, quase a metade da população (segundo o IBGE, a capital tem 932,78 habitantes) com renda mensal de um salário-mínimo. Esta situação coloca as pessoas em condição de miséria.

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