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Novas catracas geram desconforto

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Quem anda de ônibus, em Maceió, já percebeu que a famosa catraca borboleta está sendo substituída. A ?nova catraca?, que começa no chão e vai até o teto do transporte coletivo, é estreita e sem brechas, o que impede a passagem de bolsas, sacolas, mochilas e até de crianças de colo. Na capital alagoana, 350 mil pessoas dependem do ônibus para se deslocar para o trabalho ou para outros fins. E, em sua maioria, os usuários desse tipo de transporte reclamam da nova catraca. Para sentir na pele o que os que os usuários precisam passar para enfrentar a ?catraca gigante?, a Gazeta de Alagoas embarcou em um ônibus, escutou relatos e presenciou cenas inacreditáveis. O segurança Leandro dos Santos Silva, 25 anos, costuma se locomover, com o filho Cauã, de três anos, de ônibus. Para passar na catraca com o menino, o segurança contou com a ajuda da cobradora Verônica Rocha. ?A catraca dificulta muito a passagem. Não tem nem como passar com meu filho. Quando estou com mochila e o meu filho, então, é que a dificuldade é maior. Nessa situação, eu prefiro ficar na frente, com ele no braço para não nos machucarmos durante a passagem pela catraca?, relatou Leandro. O segurança contou, ainda, que costuma pegar o ônibus no bairro do Farol em direção ao Santos Dumont, localizado na parte alta da capital. ?Em muitas situações, além da catraca, vou em pé, com meu filho no colo, até o meu destino final?, acrescentou. No ônibus em que a reportagem encontrou Leandro, a cobradora Verônica Rocha deu uma ?mãozinha? e segurou o pequeno para que o pai passasse pela borboleta.

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