Cidades
Batalhão deixa área segura para o mutum
O Batalhão de Polícia Ambiental (BPA) fiscaliza, desde terça-feira, 15, a reserva de Mata Atlântica no entorno do Centro de Educação Ambiental Pedro Nardelli, no município de Rio Largo, em uma área equivalente há 978 hectares, cedida pela Usina Utinga Leão. Lá, o Mutum de Alagoas será reintroduzido na natureza. A ave, considerada em extinção desde 1970, é genuinamente alagoana. A maior ameaça à preservação da espécie é a caça, por isso, o BPA promove as ações preventivas, que já têm dado resultado. Na primeira vistoria na área da reserva foram apreendidas uma espingarda de caça e mais de 30 aves de espécies distintas, que estavam presas em cativeiros domésticos. O Batalhão de Polícia Ambiental realizará, pelo menos duas vezes por semana, fiscalizações e ações de conscientização, em horários alternados, incluindo o turno da noite, para conter crimes ambientais na região. A ameaça ao mutum é crescente, tendo em vista que é uma ave mansa e que há povoados e grandes conjuntos residenciais ao redor da região onde será solta. Já são quase 30 anos sem registro, em Alagoas, da espécie Pauxi mitu, conhecida popularmente como mutum. A ave é uma das duas espécies de aves brasileiras mais raras (a a outra é a arara azul), e uma das cinco espécies mais raras do mundo. Desde 2007, quando foi firmado o Plano de Ação para a Conservação do Mutum de Alagoas, entidades não governamentais, públicas e privadas têm se empenhado para o retorno do animal ao seu habitat original, que é a Mata Atlântica alagoana. * Sob supervisão da editoria de Cidades.