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OAB pede investigação de mortes

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Um áudio enviado pelo aplicativo Whatsapp narra o momento de uma prisão e depois um pedido de socorro. Depois, a pessoa aparece na relação como um dos mortos. O material foi apresentado à Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-AL) e põe em xeque ? pelo menos até agora ? a versão apresentada pela polícia sobre uma troca de tiros que deixou quatro acusados de assaltos e homicídios mortos em Maceió. O caso aconteceu na última quarta-feira, no Tabuleiro do Martins. O presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB, Ricardo Moraes, vai solicitar à Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) investigação sobre a morte desse acusado, que não teve o nome revelado pela entidade. ?A gente está acompanhando essa situação e pedindo ao Estado que investigue também essa versão. A gente foi procurado pela família, que trouxe uma versão, com elementos que dão sustentabilidade. Tem o áudio?, conta. De acordo com o advogado, o áudio será periciado. ?Não estou dizendo que não houve troca de tiros. Essa situação precisa ser analisada. O áudio parece uma situação após a troca de tiros, após o pessoal ser baleado. Dá a entender que alguém que não estava sofrendo risco de morte posteriormente apareceu morto. Inicialmente, ele diz que estava indo ao hospital e depois passa outro áudio desesperado e que parece que iriam matá-lo. Depois, apareceu morto. Tem que investigar?, explica Moraes. O advogado afirma que é possível ouvir o barulho da viatura da polícia e que a investigação, nesse caso, é fundamental. ?Pelo áudio, no momento que ele diz que estava preso, dentro da viatura, e você escuta o barulho, inclusive. Há uma versão de certa forma plausível, por isso a gente está solicitando ao Estado que investigue. Vamos avaliar a procedência dos áudios. Tem que ser aberto inquérito e apurada a circunstância dessa morte. Vamos ouvir essa outra versão?, detalhou o presidente da Comissão.

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