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ÚNICA VEREADORA DE MARECHAL DEODORO BRIGA POR IGUALDADE
A Câmara de Vereadores de Marechal Deodoro possui 13 parlamentares e somente um é mulher: Maria Elenilda Leopoldina, 32. Mãe, política e médica veterinária, a vereadora, mais conhecida como ?Nilda?, conta que o interesse pela política começou a partir de uma conversa casual com o esposo sobre a representatividade feminina nos partidos políticos brasileiros. Em Marechal Deodoro, que fica na Região Metropolitana de Maceió, por exemplo, de 55 candidatos ao pleito de 2016, apenas oito eram mulheres. Nilda foi a única eleita com 623 votos, ou 2,20%. Dos 27 governadores eleitos no último pleito, em 2014, apenas uma é mulher: a governadora de Roraima, Suely Campos, eleita no primeiro turno. A Câmara de Deputados no Brasil é composta por 513 parlamentares, mas, apenas 45 são mulheres. No Senado, o número tem a mesma representação: dos 81 senadores, apenas 12 são mulheres. A Lei nº 12.034, de 2009, obriga que os partidos políticos brasileiros reservem ao menos 30% das vagas das candidaturas para mulheres. O objetivo da cota parlamentar é o de minimizar a desigualdade entre os gêneros. A professora da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e líder do Grupo de Pesquisa sobre Gênero, Diversidade e Direitos Humanos, Elvira Barretto, considera que, apesar das cotas serem importantes, ainda há uma disputa interna nos partidos entre homens e mulheres. ?As cotas são cumpridas, mas muitas candidatas não vencem os pleitos porque o financiamento das campanhas tende a ser distribuído de forma desigual em relação aos homens, com exceção de mulheres que se candidatam com o suporte financeiro de suas famílias que, em geral, já têm tradição política?, explica a professora, que também é vice-coordenadora do Núcleo Temático Mulher e Cidadania da Ufal. *Sob supervisão da editoria de Cidades