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Carroceiros lutam por sobrevivência

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Pelas ruas de Maceió é comum encontrar animais de carga, como éguas e cavalos, soltos. Mas também faz parte da cena urbana o carroceiro, que sai logo cedo de casa para garantir o sustento de casa a partir da prestação de serviço de transporte de pequenas cargas ou entulhos aos locais de descarte. Apesar de ser um transporte antigo, a carroça, que tem como guia principal os animais de carga, tem dividido opiniões. Para saber a rotina de um carroceiro, a Gazeta de Alagoas percorreu as ruas da capital alagoana e encontrou inúmeras situações: de a pessoas alcoolizadas guiando a carroça, a pessoas que utilizam para finalidade profissional. Ao contrário dos rapazes alcoolizados com quem a reportagem não conseguiu conversar, Josivan Silva de Araújo trabalha transportando restos de construção, mudanças e faz frete para depósito de construção desde os 14 anos. ?Eu acho errado tirar o nosso ganha pão. A gente não tem emprego. A renda da minha casa é da carroça. Eu sei que trabalho e cuido do meu cavalo, da minha carroça, direitinho. Mas também sei que existem pessoas que deixam os animais soltos e são totalmente maltratados?, desabafou Josivan Silva. Fábio Gomes Barbosa, de 33 anos, que também reside na favela Sururu de Capote, no Vergel do Lago, trabalha desde os 8 anos com veículo de tração animal, Ele lamentou não ter ?habilitação para carroça?. Em sua avaliação, a medida de combate ao uso de animais, proposta pela ONG Pata Amada, é ?impensada?. ?Eles não pensam nos trabalhadores que só possuem essa renda. Se eu não tiver minha carroça, como vou viver??, questionou. Além disso, em Maceió, um carroceiro trabalha doze horas para poder ganhar de R$ 5 a R$ 100 por dia.

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