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Barracos sob a ponte do Reginaldo ser�o demolidos

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FÁTIMA ALMEIDA As 15 famílias cujos barracos estão localizados debaixo da ponte do Reginaldo serão cadastradas na próxima quinta-feira, pela Secretaria Municipal da Habitação. Elas terão que deixar o local nos próximos dias e os barracos serão demolidos para possibilitar a passagem do carro do Corpo de Bombeiros com a escada Magirus, única maneira de retirar os pedaços de madeira deixados há quase trinta anos, quando a ponte foi construída, amarrados a uma altura de 40 metros. As toras de madeira, pesando em média 20 quilos, começaram a cair colocando em risco a vida dos moradores. Um deles, inclusive, destruiu todo o telhado e parte das paredes de uma das dependências de um casebre de alvenaria. A retirada dos barrotes tem que ser feita com urgência, antes que aconteça alguma tragédia. Mas segundo o Major Sales, do Corpo de Bombeiros, isso só pode acontecer quando as pessoas forem retiradas do local e os barracos forem demolidos. Ontem pela manhã uma equipe de representantes do Corpo de Bombeiros, Unidade Executora Municipal, secretarias municipais de Habitação, das Regiões Administrativas, da Infra-estrutura e de Controle e Convício Urbano reuniu-se no local, com a Associação Comunitária do Vale do Reginaldo e os moradores dos 15 barracos para discutir uma questão básica: para onde vão essas famílias. Segundo Marivaldo Coutinho, secretário adjunto da Habitação, estão sendo estudadas algumas opções de terrenos onde as famílias serão colocadas, em princípio em barracos semelhantes aos que moram, provavelmente com algumas melhorias. ?Não vamos construir barracos de papelão?, diz Marivaldo. As propostas ainda não estão bem definidas. Uma outra reunião, que terá caráter mais decisório, foi marcada para a próxima terça-feira, às 10 horas, na sede da Região Administrativa do Reginaldo, envolvendo técnicos dos órgãos que participaram hoje, o Ministério Público e a comissão de Direitos Humanos da PM.

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