Cidades
AEDES PERDE FORÇA COM AÇÕES DE COMBATE
Após o surto de doenças causadas pelo mosquito Aedes aegypti ? que incluem dengue, zika vírus e a febre chikungunya ? no ano passado, os números de janeiro a agosto deste ano apresentaram uma queda drástica que indicam a derrocada do ?império do Aedes? em Alagoas. A redução chega à marca de 90% nos casos de doenças provocadas pelo mosquito, comparando com o mesmo período do ano passado. Os dados fazem parte de um levantamento feito pela Secretaria de Estado da saúde (Sesau) para a Gazeta de Alagoas. O levantamento evidencia ainda que, se analisados separadamente os casos de cada doença transmitida pelo Aedes, algumas caíram acima do geral. Os casos de Zika, por exemplo, caíram 98%; e os casos de chikungunya, 97,5%; os de dengue ? que embora estejam abaixo do geral ?, ainda assim caíram 83%. Em relação a mortes, até agora a dengue fez uma vítima no Estado, enquanto neste mesmo período em 2016 já se contabilizavam quatro mortes. No caso da febre chikungunya, já foi registrado um óbito até agora no Estado, em 2016 já eram 10 pessoas mortas até o mês de agosto. Todos os dados comparam os meses de janeiro a agosto de 2016 e 2017. Vale ressaltar que neste sábado, 26, é o dia mundial contra a dengue. A doença que há tempos vem assolando e assustando o País começa a dar sinais, pelo menos em Alagoas, de que tem perdido força e principalmente território. A depender da força-tarefa montada para o combate do mosquito, a tendência é de que em 2017 o Aedes perca ainda mais espaço. A Gazeta de Alagoas conversou com o coordenador estadual da Defesa Civil, major Moisés Melo, que é o responsável também por coordenar a força-tarefa de combate ao mosquito Aedes aegypti, que conta com o apoio de diversos órgãos, inclusive de policiais militares. O major iniciou a conversa contando que a caça ao mosquito é infernal. Segundo ele, a maior meta das equipes é visitar todos os imóveis do Estado. Para cumprir a meta, ele revela que a o segredo é a mobilização de um enorme contingente de pessoas trabalhando para erradicar o mosquito. A força-tarefa é composta pelos agentes de endemias dos municípios, equipes da defesa-civil, Bombeiros e Polícia Militar, além da ajuda da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) e das forças federais, se necessário. *Sob supervisão da editoria de Cidades