Cidades
NEM TUDO É UM MAR DE ROSAS, DIZ REPRESENTANTE DE AGENTES
Ainda assim, o presidente do Sindicato dos Agentes de Endemias, Maurício Sarmento, destaca que nem tudo está o mar de rosas que se pensa e se fala. Ele afirma ainda que os números levantados pela Sesau não representam a realidade, haja vista faltar até material para coleta. ?Hoje, continuamos fazendo as mesmas críticas de quatro anos atrás. Faltam os EPIs, fardamento e sua padronização, as melhorias nos pontos de apoio, com a oferta mínima de estrutura para atendimento à população assistida e exames médicos periódicos para os que trabalham com o larvicida. Falta o material necessário para realização do levantamento de índice. Hoje podemos afirmar que os dados coletados sem os devidos instrumentos para o levantamento de índice não condizem com a realidade dos fatos apresentados pelos municípios de Alagoas. Além disso, Maceió, nossa capital, que poderia ser exemplo, aplica a mesma fórmula. Em Maceió, solicitamos do MPT (Ministério Público do Trabalho) a execução de um termo de ajuste de conduta que imputará multa ao município pelo não fornecimento dos EPIs?, denuncia. Sarmento relata ainda que existe um deficit de profissionais, pois, segundo ele, atualmente são 330 agentes trabalhando na capital, que tem mais de um milhão de habitantes. Sarmento conta que seria necessário no mínimo mais 300 profissionais para dar conta do trabalho. Isso prejudica o ciclo de visitas, segundo ele, que deve ser de no mínimo quatro em um ano, de acordo com o Ministério da Saúde, e em Maceió são realizadas duas. Outro problema ocasionado pela ausência dos profissionais é que algumas regiões ficam ?descobertas?. ?Hoje todos os bairros de Maceió têm áreas descobertas por agentes. Os que se destacam são os do 2º distrito com o bairro de Pajuçara e o 3º distrito com o Bairro do Farol?, expõe. *Sob supervisão da editoria de Cidades