Cidades
HORA DA XEPA É O MELHOR MOMENTO PARA ECONOMIZAR
De acordo com o economista Lucas Sorgato, o preço acessível e os alimentos de qualidade são um diferencial. ?É uma excelente pedida, porque os produtos vão estar danificados, mas, dependendo do dia, o consumidor poderá encontrar produtos de qualidade porque, ao longo do dia, o feirante não conseguiu vender e não vai ter mais como revender. É uma hora onde a negociação vale mais porque os preços estão caindo e o consumidor ganha o poder de barganha?, concluiu Sorgato. O principal consumidor da feira livre e, principalmente, da ?xepa?, é o que possui uma renda mais baixa, que pode chegar até dois salários mínimos. Porém, segundo Lucas, existem exceções. ?Uma classe de consumo com uma renda mais alta, gasta menos [proporcionalmente] com alimentação, moradia, transporte e, por consequência, vai gastar mais com supérfluos e lazer. No Brasil, 19% da renda da classe com poder aquisitivo maior é destinada à alimentação. Já as famílias na faixa de até dois salários-mínimos, que é onde vai entrar a característica da ?xepa?, têm um gasto muito maior, que é de 30% da renda comprometido com a alimentação. Então, o valor é substanciavelmente elevado?, disse Lucas Sorgato. Conforme o economista, os consumidores gastam 23,4% da renda com feijão, arroz e macarrão; 13,8% com frios, laticínios e congelados; 7,6% com carnes; 6,1% com frutas e legumes; e 12% com bebidas.