Cidades
Núcleo incentiva o amor à vida
?Se algo lhe entristece; lhe atormenta; lhe angustia; se sentimentos negativos parecem dominar o seu dia, disque Núcleo de Amor à Vida?. Com esse slogan, o NAV dá apoio emocional, a partir da oferta de atenção e respeito. De acordo com o presidente do NAV, Urbano Macêdo, atualmente, o núcleo conta com 15 voluntários, que se dedicam entre três a quatro horas por dia. ?O núcleo não oferece terapia, mas adotamos a postura de compreensão, no sentido de entender a pessoa sem minimizar o problema, porque é necessário levar em consideração que nenhum sofrimento pode ser considerado bobagem?, afirma Macêdo. Para atender da melhor forma possível, os plantonistas são composto por pessoas voluntárias treinadas para ouvir os que procuram o serviço, tratando com clareza e sem preconceitos os problemas apresentados. ?Os voluntários passam por um treinamento intensivo de três meses, sendo dois de teoria e um de prática. Após aptos, eles iniciam o processo. Lembrando que usamos codinomes e não temos a identificação [número] da pessoa que nos procura?, salienta Macêdo. Em sigilo absoluto, o trabalho tem a intenção de prevenir situações extremas como o suicídio. ?Como a pessoa que liga não precisa se identificar, sequer dizer o nome, sente-se livre para falar, o que resulta em alívio. Recebemos ligações, em sua maioria, de pessoas em momentos de extrema solidão?, conta Macêdo, acrescentando que os voluntários garantem que, mesmo sendo por telefone, as palavras atenciosas de afeto, ânimo, respeito, aceitação e valorização são ingredientes que podem amenizar o sofrimento de muita gente. A Gazeta de Alagoas foi até a sede do NAV conhecer a rotina dos voluntários e encontrou a plantonista da vez; a Ruth [codinome utilizado por uma voluntária], que há um ano e três meses se dedica ao trabalho.