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Obras de creches estão paralisadas

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A Transparência Brasil, entidade sem fins lucrativos de fiscalização dos gastos públicos, revela que 58% das obras de creches estão paradas em Alagoas. Das 157 unidades em construção no Estado, 25 estão com obras atrasadas e 66 abandonadas. Em Maceió, das 20 creches previstas para serem construídas com financiamento do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), apenas sete foram concluídas e entregues à população. As demais, ou estão com as obras paralisadas, ou aguardam autorização do Ministério da Educação (MEC) para início do processo de construção. Três delas foram canceladas. Cerca de R$ 20 milhões foram garantidos para a execução do Programa de Ações Articuladas (PAR) na capital. Atualmente, em Maceió, duas creches estão com mais de 50% das obras concluídas e em andamento, e outras sete estão paradas, aguardando liberação do MEC para início da construção, devido à falência da construtora contratada pelo governo federal, que iria construir unidades em um modelo inovador. Este impasse deve ser solucionado nos próximos 60 dias. Entre as obras abandonadas, está a do Conjunto José Aprígio Vilela, no bairro do Benedito Bentes, em Maceió. Segundo os moradores, a construção foi abandonada há 4 anos, desde a inauguração do conjunto. Além disso, telhas, portas e janelas foram levadas por vândalos, deixando o local ainda mais deteriorado. De acordo com o secretário-adjunto de Governança da Secretaria Municipal de Educação (Semed), João Barbirato, o prefeito Rui Palmeira (PSDB) foi a Brasília para tratar pessoalmente da liberação da verba do MEC, que conseguiu após audiência com o ministro Mendonça Filho. Ele garante que todas serão entregues no próximo ano, se tudo transcorrer dentro do programado. Barbirato detalhou como está a situação de cada uma das creches de Maceió. Segundo ele, em 2013, ao assumir, o prefeito Rui Palmeira (PSDB) ?herdou? da gestão anterior o processo para construção das creches pela capital, com locais já definidos. Durante as visitas aos locais onde seria construída cada unidade, a equipe da Semed se deparou com problemas em três locais: Riacho Doce, Canaã e Loteamento Bariloche. Com isso, as obras precisaram ser canceladas e a verba que seria destinada a elas foram remanejadas para as demais que estão em processo de construção.

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