loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Cidades

Cidades

MUITO MAIS DO QUE 3% DE CHANCE

Ouvir
Compartilhar

A vida é cheia de números, mas não se resume a eles. Elaine Patrícia tem um sorriso largo e contagioso. Um casamento de 21 anos. Trinte e sete anos de vida. Tem três filhos: um de 20, um de sete, e um de um ano e onze meses. Há cinco anos, descobriu um câncer de mama. Retirou a mama. Possui incontáveis amigos. Tem vitiligo desde os seis anos. Enfrenta uma metástase. Não se apegou ao prognóstico de 3% de sobrevivência. Faz um novo ciclo de quimioterapia a cada 21 dias. Vive intensamente. ?Da primeira vez que descobri o câncer, encarei a doença como se fosse a morte. Na segunda vez, foi totalmente diferente. Eu tinha duas opções: ou me acomodava ou lutava para viver?, conta Elaine Patrícia Alves da Costa, formada em Psicologia e moradora de Coqueiro Seco, a 20 km de Maceió. Entre a descoberta do câncer, a retirada da mama e os ciclos de quimioterapia, Elaine ficou grávida do terceiro filho. Mãe de Emerson, 20, e Mateus, 7, há quase dois anos ela teve José Bento. ?Foi uma gravidez complicada, de alto risco. No final das 37 semanas, tive pré-eclâmpsia. Durante a gestação, fiquei sem fazer os exames de imagem por causa da radiação. Quando fui liberada para fazê-los, descobri que estava com tumores em outros órgãos?. Elaine retomou a quimioterapia, está na 16ª sessão. Quando soube da metástase, quis conhecer suas chances de cura. O prognóstico aponta para 3%. Mas a fé, para a recuperação. ?Não me apeguei a esse número. A ciência mostra uma coisa e Deus mostra outra?, diz ela, que participa de alguns grupos na Igreja Menino Jesus de Praga, no Pinheiro, em Maceió. A força vem da fé e da família; do apoio do marido, companheiro de duas décadas; dos filhos, fonte inesgotável de alegria; dos amigos, que fazem dela um exemplo: ?eles dizem que pareço ter uma luz?; e do tratamento que recebe. ?É um tratamento humanizado. Todos os funcionários, da portaria à limpeza, tratam a mim e a minha família muito bem. Fico sem palavras para descrever. A gente chega frágil e é acolhido por todos?, diz Elaine, paciente do Hospital Cliom.

Relacionadas