Cidades
DISPUTA PELOS FIÉIS É ACIRRADA
E quem frequenta esse tipo de igreja, aberta sem critérios, por alguém que não estudou? Alguns estão indo pela fé e outros porque já tinham se rebelado anteriormente. ?São novos decididos que aceitaram a Cristo, pela pregação, e não tem um conhecimento ainda teológico. Mas alguns vão porque já eram rebeldes?. A reportagem pergunta, então, ao pastor Givago: e elas faturam bem? ?Algumas delas quase não têm lucro nenhum. O líder abre para ver se vai dar certo realmente naquele local, como se fosse um ponto comercial. Às vezes, tem cinco ou seis igrejas numa rua só, quase coladas. Aí olha que aquele lugar tem um movimento melhor, que é um ponto bom?, relata. Na avaliação de líderes religiosos há, sim, a disputa por fiéis. ?Se aquela igreja ali tá cheia, o cara abre do lado. Como não tem doutrina, é fácil ser levado, arrastando membros que eram de outra igreja. A grande maioria são membros de outra igreja que eles estão tirando para trazer para a sua. Isso é falta de ética de homens de Deus. Pescar em aquários dos outros?, reforça Givago, da Primeira Igreja Batista do Clima Bom. Sobre a proliferação do número de pequenas igrejas, o presidente da Convenção Batista recordou-se que no Clima Bom, por exemplo, são cerca de sessenta templos. ?Encontramos ali cerca de 60 igrejas evangélicas, grandes e pequenas.Só na principal do Clima Bom são cerca de 12 a 13 igrejas evangélicas?, diz. Muitos procuram as menores igrejas num momento de dor, buscam ajuda e orientação a quem não tem experiência. Muitos deles passam a ouvir que o impossível pode ser atingido ? como bens materiais ? e aí, se não conseguem, então, ficam frustrado. ?Quando não há um controle doutrinário você se denomina líder, aí você não tem uma doutrina a seguir. Você não sabe dirigir aquele pessoal que está contigo. Não há direcionamento teológico. Eles não têm uma linha teológica, não tem conhecimento bíblico. Como as pessoas não leem a bíblia, não têm tradução da bíblia natural, o que o líder fala está tudo mil maravilhas. Então, o líder se aproveita da situação, pede até que abram mão de bens. Algumas fazem uma lavagem cerebral?, conta o pastor. ?A gente vê na propaganda de TV que o cara não tinha nada e de repente tem avião, navio, carro. Ele está atrás do bem, e não de Jesus. Muita gente está frustrada porque entrega seus bens, tudo, e no final de tudo não tem nada em retorno. É uma conversa para enganar pessoas?, diz Givago.