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PASTORES CRITICAM O ‘MONOPÓLIO DA Fɒ

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Ismael da Silva, que disse poder ser tratado também como ?reverendo?, avalia que nas grandes igrejas um pastor chega a comandar de 80 a 100 mil fiéis e que essa situação acaba deixando a relação ? entre membros e líderes ? muito distante. ?É impossível ter contato com essas pessoas, mas aqui (Comunidade Cristã Viver) a gente tem uma forma de trabalho em que os líderes se aproximam, conhecem as necessidades das pessoas, conhecem o evangelho mais prático e não aquela história de pode ou não pode?, disse. A Gazeta de Alagoas perguntou como ele avalia as críticas àqueles que resolvem fundar a própria igreja e fazer dela fonte de renda. O pastor Ismael afirma que existem pessoas com boas intenções, mas também alguns que passam a encarar o templo como um negócio. ?Primeiro, que essas grandes igrejas tentam manter o ?monopólio da fé?, desculpe a expressão. Por exemplo, as grandes igrejas proíbem os fiéis de visitarem as outras igrejas, mesmo que sejam coirmãs, com a mesma doutrina. Às vezes são da mesma convenção, mas eles seguram os fiéis?, afirma. E avança no discurso, sem receio, quando o tema fica mais espinhoso. ?Não posso discordar de maneira nenhuma que na verdade existem homens e até mulheres que se intitulam pastores e que usam a fé como comércio. Isso desde os tempos primitivos até os dias de hoje. Porém, boa parte dos pastores que saem das igrejas e abrem seu próprio ministério tem um chamado, tem uma visão. Tem algo que é comum a todos os pastores, que é ganhar almas para Jesus. A maioria das igrejas e dos pastores que eu conheço de igrejas menores, às vezes, mal tem o que comer?, avalia o reverendo Ismael. Na opinião dele, as grandes igrejas, em sua maioria, não fazem mais o evangelismo, não pregam mais o evangelho. Na opinião dele, todo obreiro que pensa um dia em abrir uma igreja ou fundar um ministério deve ter, no mínimo, o conhecimento teológico. ?Um dos grandes agravos da igreja evangélica, hoje, é o desconhecimento teológico. As pessoas aderem a esse movimento e não têm a palavra Deus. São emoções afloradas, que as pessoas pensam que são manifestações divinas e, na verdade, é apenas histeria. Eu defendo que todo pastor tenha um preparo administrativo, preparo teológico e preparo em relações humanas?, conclui Ismael da Silva.

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