loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Cidades

Cidades

NAUFRÁGIOS ACENDEM ALERTA

Ouvir
Compartilhar

Na Bahia, foram 18 mortos. Já no Pará, outros 23. Todos eles vítimas de dois graves naufrágios ocorridos na costa brasileira na última semana, num intervalo de menos de 48 horas. Juntas, as embarcações levavam quase 200 pessoas. A bordo, muita gente, mas quase nada do que determinam as normas de segurança em navegação: coletes a menos e despreparo a mais embarcaram também nessa viagem. Os números entram para uma preocupante estatística nacional: de 2000 a 2015, foram 1.327 vítimas fatais em acidentes marítimos no Brasil, de acordo com o Datasus, o sistema de informações do Sistema Único de Saúde. Nas águas calmas e exuberantes de Alagoas, porém, a situação é mais amena, mas ainda assim demanda atenção: em cinco anos, foram 56 acidentes, com 11 óbitos. Todas as mortes, diz o responsável pela Capitania dos Portos do Estado, o capitão-de-fragata Mário Teixeira, aconteceram em veículos aquáticos considerados de esporte e recreio ? lanchas e jet skis ? ou envolvendo barcos pesqueiros. Nenhuma delas em embarcações de transporte de turistas, que circulam, em sua maioria, na orla de cidades como Maceió, Maragogi e Japaratinga e em trechos do Rio São Francisco. As duas áreas, praia e rio, são vigiadas pela Marinha, que computa como acidente diversas ocorrências que passariam despercebidas ao senso comum. ?Alagoas não tem muitos acidentes. Nos últimos cinco anos, foram 56, com 11 vítimas fatais. É muito pouco. Para a Capitania é considerado acidente um encalhe, uma embarcação que perdeu o governo, uma que, por mau estado, afunda sem ninguém a bordo?, explica o capitão. Todos os casos, entretanto, são apurados pela entidade, que abre um inquérito para descobrir causas e responsabilidades. Um dos mais recentes é que envolve o falecimento do pescador Osmar Oliveira de Araújo, atropelado na Lagoa Mundaú pelo jet ski conduzido por José Tavares Malta Neto. A averiguação corre em vias administrativas, mas, em situações como essas, pode resultar também em processos criminais.

Relacionadas