Cidades
MARINHA INTENSIFICA INSPEÇÕES DE ROTINA
O que, a princípio, pode assustar turistas que passeiam por aqui é, também, a garantia de segurança: em pequenos barcos e em grupos de quatro ou cinco, militares da Marinha rodam pelas praias e lagunas realizando inspeções de rotina. Nelas, eles observam aspectos como habilitação do condutor e da embarcação, itens de segurança, número de tripulantes, manutenção. Uma lista que aumenta ou diminui de acordo com o porte. Foi assim a bordo do Maratá 1, parado na última quinta-feira, 31, em uma fiscalização acompanhada pela reportagem. Com capacidade para 100 pessoas, ele deve estar sempre com três tripulantes e com coletes salva-vidas suficientes para todos os passageiros. Depois de uma rápida averiguada, tudo estava certo e o catamarã pode seguir, tranquilo, sua viagem. ?A gente olha as carteiras de habilitação, verifica colete, extintor de incêndio. Dependendo do tamanho, verificamos mais itens ou menos itens. Quando tem algo irregular, como a falta de coletes, por exemplo, a gente manda encostar. Quando é excesso de passageiros, a mesma coisa para que possa descer o excedente e só depois poder sair de novo?, explica o responsável pela inspeção do dia, o suboficial Muniz. Piloto de barco há cerca de dois anos, Tárcio Leal não reclama da ação. Pelo contrário. ?Sempre acontece fiscalização e, quando é alta temporada, tem mais ainda. Mas estamos sempre nos preocupando e cuidando da segurança; procuramos andar dentro do que diz a norma. Isso é importante até para nossa segurança?, ressalta ele, antes de parar em um banco de areia para que os turistas pudessem se refrescar na laguna Mundaú. O capitão-de-fragata Mário Teixeira explica que atividades do tipo acontecem semanalmente, em dias aleatórios e também em todos os finais de semana e feriados. Ao todo, a Capitania dos Portos de Alagoas possui 62 inspetores habilitados para o trabalho. Eles atuam em toda a jurisdição do Estado ? 260 km do litoral e 280 km do rio São Francisco. A ideia é cobrir toda essa área. ?A Capitania tenta estar presente em todo o Litoral e toda a extensão do São Francisco. Claro que não podemos estar presentes toda hora, cobrindo tudo simultaneamente, porque não temos nem pessoal e nem material para isso. Mas fazemos um planejamento minucioso e acabamos dando mais atenção aos locais de maior concentração de embarcações?, explica. No que diz respeito ao transporte de passageiros, as regiões mais requisitadas são Maragogi, Japaratinga, Paripueira e a praia de Pajuçara. Já os veículos de esporte e recreio costumam ser mais comuns na Prainha, Praia do Saco, Barra de São Miguel. A maior irregularidade encontrada é sempre a falta da documentação necessária: habilitação do piloto e inscrição do barco.