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FALHA HUMANA É A MAIOR CAUSA DE ACIDENTES

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Mesmo com tanta fiscalização e conscientização acontecendo nas águas alagoanas, o capitão dos Portos de Alagoas ressalta que a maioria dos acidentes, aqui ou em outros locais, é causada por falha humana mesmo. ?Eles são causados por imprudência, imperícia ou negligência de quem está conduzindo a embarcação?, constata Mário Teixeira. Trabalhando há cerca de 30 anos nas piscinas naturais da Pajuçara, o jangadeiro Bartolomeu Ramos, 62, conta que segurança é uma preocupação por ali. Todos os dias ele leva turistas ao local e chega a fazer duas viagens diárias, dependendo da maré ? ao custo de R$ 30, o percurso dura duas horas, sendo 30 minutos para a ida e a volta e 1h30 entre os arrecifes da capital alagoana. ?A segurança é total. Temos os coletes e também a fiscalização da Capitania. Se eles nos pegarem com mais gente do que pode na jangada, a gente é multado. A multa é negócio de R$ 600, R$ 800. Eles são rigorosos com a gente, mas é bom. Se você tem um carro para cinco pessoas e coloca seis, é multado. Então, aqui é a mesma coisa?, pondera o também pescador. Além dos documentos, Edvaldo Pedro Martins, jangadeiro há 27 anos, aponta que a categoria se preocupa também com outros aspectos. O registro das jangadas é um deles. ?Nossas jangadas são todas registradas, inclusive na colônia de pesca. Não tem jangadeiro clandestino aqui, até porque a Marinha apreende. Se eu der minha jangada para alguém não habilitado, eles apreendem?. Mas o capitão dos Portos adverte: a prudência deve vir também dos passageiros. ?É importante que eles cobrem a quantidade de coletes salva vidas, que estejam de fácil acesso. Toda embarcação tem obrigação de informar os procedimentos em casos de problema, como não correr todo mundo para um lado só, para evitar que vire. Isso deve ser cobrado, porque a mentalidade de segurança deve vir dos dois lados?. E parece que isso vem se enraizando na mentalidade dos turistas que chegam por aqui. Pelo menos é o caso da servidora pública Joseane Flor, de 29 anos. Antes de embarcar no Maratá 1, a visitante vinda de Porto Alegre fez questão de conferir se estaria segura. No dia anterior, chegou até a desistir de um passeio devido à falta de coletes no barco.

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